quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Capitulo Vinte Seis!


Vi o carro se distanciar e uma vontade de correr atrás cresceu em mim. Senti todas as minhas lágrimas se intensificarem e com elas um aperto dentro do meu coração, tudo aquilo seria desnecessário, o Diogo apenas era meu amigo e não tinha visto nenhuma razão para o Luan reagir daquela maneira.

- PORQUEEEE ?- perguntava  a mim mesma sobre o chão pisado pelo carro que o tinha levado – Luaaaaaaaaan – gritei – volta por favor – falei cabisbaixo colocando as minhas mãos sobre o meu rosto.

- Íris que se passou – Diogo perguntou-me ao ver que eu estava ali sentada no meio da estrada a chorar – Vem cá, vem – abraçou-me puxando-me até ao passeio

- Não sei porque ele se foi embora , Diogo – falava aos soluços – quer dizer agora não posso abraçar os meus amigos? Ele não tinha motivos para ter reagido assim, Diogo ele nem me deixou explicar, ele simplesmente fechou a porta e se foi – explicava

- Calma íris – passou uma das suas mãos sobre o meu cabelo – vais ver que logo vocês falam e resolvem tudo

- Será? Diogo eu odeio que fiquem com ciúmes o tempo todo… ainda para mais quando nunca lhe dei motivos para ele desconfiar de tudo o que lhe dizia – sentei-me na berma do passeio – Diogo vai lá, vai curtir a tua noite, eu fico bem não te preocupes – empurrava-o

- Não eu fico aqui contigo, não te vou deixar aqui sozinha no meio desta escuridão- afirmou

- Não, a sério vai lá, eu preciso de estar sozinha- despedi-me dele e fui caminhando em direção ao meu carro.

- Vais de carro? Não estás bem, eu levo-te- falou

- Não Diogo, eu não quero, vai! – ordenei apontando para a porta da moradia

Saí a correr dali, não queria que ninguém viesse comigo, precisava de me sentir sozinha, precisava de me encontrar, reflectir sobre tudo o que se tinha passado, sobre tudo o que tinha vivido e achar a resposta que tanto procurava em mim mesma.

Meti-me no carro e, como sempre, fui parar ao mesmo sitio de sempre, aquele que me trás o ar que preciso para responder a todas as minhas respostas, a calma que necessito para respirar: o mar!

Caminhei sobre a areia da praia coma cara cheia de lágrimas, calquei a água do mar fazendo-me lembrar de quando estive sobre ele mesmo ao lado do Luan. Todas as ondas traziam-me a lembrança de alguém, realmente, importante para mim, alguém que amei e amo de uma forma que jamais conseguirei explicar como…

Perguntava ao que via o que havia de fazer e a única resposta que encontrava era voltar até ele. Se o meu coração me pedia ele a minha cabeça pedia para esquecer tudo aquilo que tinha vivido e partir rumo a um amor que não fosse tão complicado quanto era este. Definitivamente, a respostas contradiziam-se e o desespero continuava a permanecer em mim… Sentei-me sobre uma rocha que estava entre o mar, e ao som do bater das ondas, conseguia ouvir todas as frases, todas as palavras que Luan me tinha dito naqueles tempos que estávamos juntos.

Percorri toda aquela areia com uma velocidade que eu mesma me admirava, entrei no carro e fui rumo a minha casa, com a esperança de o encontrar lá. Seria o único local onde o poderia encontrar, visto que todas as suas coisas se encontravam lá.

Estacionei o carro mesmo em frente à porta do prédio e sem mesmo o fechar corri à porta do apartamento.

- Amooor, tás aqui? – gritei quando abri a porta – Luan? - Comecei a correr entre as divisões da casa, mas nada da presença dele. Procurei-o em tudo que era lado chegando mesmo a procurar dentro do armário. 

Confesso que por momentos ele podia brincar com toda esta situação mas toda o meu pensamento infirmava-se a cada passo que dava dentro daquele apartamento e não havia nada dele ali. O desepero tomou contada de mim e senti as minhas pernas cederem fazendo com que eu escorrega-se sobre a porta do meu quarto. Fiquei ali sentada no chão a chorar por algum tempo que nem eu mesma sabia quanto, sei que acabei por adormecer ali mesmo. No outro dia e nos quinze dias seguintes tentei vezes e vezes contactar com ele mas sempre era rejeitado, liguei para alguns membros da equipa mas quando falava que queria falar com o Luan sempre me davam a mesma resposta, ele não podia atender ou então rejeitavam a chamada. Os dias foram-se passando sempre com a tristeza de ele não me querer falar e ainda por cima por uma coisa que nem sequer era verdade. As minhas amigas ligavam mas nunca queria sair de casa, convidavam para comer gelado, estava doente, queriam que fosse até à discoteca estava com sono, queriam passear estava cansada, tudo mentiras! O que se passava na realidade era que não tinha vontade para fazer nada, apenas me limitava a ir, algumas vezes até a faculdade e o trabalho? Esse ia sempre, claro, não queria de jeito nenhum ficar desempregada . Num desses dias a Rita não aguentou e foi ter comigo lá à loja.

- Olha amiga, eu já não aguento mais, pára de me mentir! Eu conheço-te muito bem para saber que não estas doente e muito menos cansada. O que é que se passa? – Gritava comigo

- Está tudo bem, olha ve? Não achas? – menti com um sorriso forçado em meu rosto

- Não não acho. Olha para ti, já não queres mais saír, já nem sequer queres falar, Íris eu conheço-te e nunca foste de ter o telemóvel desligado por muito tempo, nem sequer de ficares em casa quando o convite é sair – resmungava – O que é que se passa? Conta-me! – ordenou

Agarrei-me a ela a chorar, já não conseguia mentir para mim mesma que tudo estava bem quando não estava, já não conseguia guardar só para mim tudo o que tinha acontecido, sem lhe falar o quanto o Luan tinha sido injusto para mim…

- Queres falar? – perguntou-me

- umm – confirmei

Contei tudo o que se tinha passado e tal como eu, a Rita também me disse que o Luan não tinha motivos para reagir assim quando eu nunca desconfiei dele. Rita aconselhou-me como sempre e depois de desabafar confesso que me senti muito melhor. Antes eu guardava tudo para mim, e era exactamente o que tentava fazer, mas já não consigo mais por muito que tente, é um alívio enorme quando partilho com alguém tudo aquilo que me atormenta, é como se de repente tudo fique mais amenizado.

Fiquei com a Rita por algum tempo, mas tinha de voltar até casa. Cheguei lá e resolvi ir à minha gaveta das recordações onde guardo tudo o que me marcou algum dia. Quando a abri, vi lá algo que não me lembro de lá ter colocado. Retirei o pequeno papel  que se encopntrava sobre todas as outras pequenas coisas que lá tinha. Quando abri, as lágrimas soltaram-se ao reconhecer a letra que lá estava desenhada.

“ SEJA FELIZ! De verdade peço a Deus que te ilumine que ajude você em tudo realizando todos seus sonhos, todos seus pedidos,  que te abrace quando você mais precisar de um abraço, que te apoie quando precisar de um apoio, que te dê a sua mão quando tu precisar dela pra não cair.Quando encontrar esta carta espero que já me tenha esquecido ou pelo menos tentado … Nunca amei como amei você mas talvez não era pra ser né? Talvez tenha sido até melhor assim….
Aqui por baixo deixei a chave que possuía comigo.
Não me procura, beijo e felicidades,
Luan “.

Ao mesmo tempo que lia cada linha da carta a tristeza invadia todo meu coração e com ele todo o meu corpo.  Joguei a carta no chão, tentei ligar ao Luan mas o que recebi foi um rejeitar de chamada. Tentei várias vezes e quantas tentei foram quantas ele rejeitou. Sem olhar para trás, corri até ao meu carro que me levou até ao aeroporto mais próximo.

- 04.30h o próximo voo, deixa ver se ainda há bilhetes disponíveis - disse enquanto corri até à bilheteira

- Boa tarde, seu passaporte? – perguntou a menina que lá estava

- aqui menina, desculpe seria possível arranjar um bilhete para o próximo voo até ao Rio de Janeiro?- perguntei

- Sim senhora, mas ainda tem de fazer transbordo em Lisboa e depois em Madrid

- Não tem mal, queria um por favor – falei enquanto na bolsa procurava todos os meus documentos para poder tirar o bilhete.

A senhora deu-me o bilhete e agora não havia mais nada a fazer que esperar o voo. O nome do avião foi chamado e logo corri até à fila de embarque. Cheguei no avião sentei-me onde era o meu lugar e uma viajem de aproximadamente 4 horas se iniciou.

Sai do avião e logo me lembrei da Dagmar que saberia onde ele estaria naquele exato momento.

- Oiee Dag, fala a Íris, desculpa tar a ligar esta hora, sei que ainda é bastante cedo, mas eu preciso muito da sua ajuda – falei gaguejando

- Oieee meu amor, td bem? – senti uma voz de sono

- Estar tudo bem não está, mas espero que fique  – disse – Dag eu precisava de falar com o Luan você sabe onde ele se encontra?

- Não linda, última vez que falei com ele, ele estava aí com você, num está mais? – perguntou

- Não ele não está, aconteceu uma coisa que ele entendeu tudo ao contrário, depois quando voltei a casa tinha uma carta dele se despedindo – falei cabisbaixo – eu preciso saber onde ele está -  o desespero tomo conta de mim – não o quero perder uma besteira destas – senti as lágrimas se soltarem

- Calma linda, olha eu vou ligar pra ele mal o dia amanheça e depois eu te falo tabom?

- Tá Dag, brigada fico aguardando a sua chamada, beijinho

- beijinho querida.

Desliguei o telemóvel e deparei-me que estava completamente sozinha no meio daquele aeroporto ainda por cima desconhecido para mim, olhava em minha volta e não conhecia ninguém. Confesso que me senti cheia de medo, ficando um pouco encolhida lá num banco que se encontrava em frente a uma das paredes.
Olhava em vão quando recebo uma sms.

“OI amiga lembra de eu ainda? Kkkk To com saudade de você “ – uma sms da Criss uma pequenina que conheci pelo twitter, mas que se tornou uma amiga muito querida para mim também.

“oie meu amor :)  Claro que lembro né? Impossivel te esquecer minha pequenina J Linda eu estou no Brasil meu bem ^^ - enviei

“Brasil? Em que cidade Flor? Obaaaaaaaaaaaa *_*” – recebi pouco tempo depois

“ Estou no rio amor” – enviei

“Então vem ter comigo vem!  Te espero aqui em Minas ;) “ 

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Capitulo grandinho hoje pa compensar o dia de ontem que não consegui postar nada ^^

Espero que tenham gostado, deixem as vossas opiniões amores ^^

Beijinhos


As recordações trazem-nos à memória toda a felicidade que um dia vivemos, todo um sentimento que por muito tempo que voe, sempre será sentido com a intensidade que foi vivido no próprio dia. Quando o amor é verdadeiro não existem distancias que o separem, ventos que levem todas as lembranças, escuridão que faça o sol parar de brilhar... Só ele enfrenta barreiras, ultrapassa fronteiras e sempre continua igual ao ínicio...

Manuela Cunha

2 comentários:

  1. aiw onde o luan se enfiou em? tomara que eles se assestem.. posta maissss

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  2. Cada vez amo mais ler cada palavra ! Continua Manu (:
    és linda rapariga *.*

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