sábado, 29 de setembro de 2012

Capitulo Trinta e Quatro!


- Sim… - disse

- ……

- Luan? – falei mais uma vez sem que do outro lado obtivesse qualquer palavra além de ruídos. Camei várias vezes seu nome, primeiramente em estado “normal” mas à medida que os segundos passavam e nada ouvia comecei a aumentar o meu tom de voz. Sem sucesso e com o coração alagado em lagrimas e desespero tentei várias vezes retomar à chamada sem que esta fosse retomada. Coração acelerado, a preocupação tomando todo o meu físico, tentei contactar alguém mais próximo dele, lembrei-me dos seus pais e da Bruninha.

Liguei para Bruna, mas nada sabia do seu irmão, seus pais por um lado queria contacta-los mas por outro não os queria preocupar quando possivelmente nada de mais acontecia. Percorri toda a minha lista de contactos e encontrei o numero do Dagmar que logo mantive chamada.

- Oie Dag, tudo bem? É a íris que fala…

- Oie linda, tudo sim e com você?

- Dag estás perto do Lu? Nós estávamos a falar mas entretanto a chamada foi a baixo, só conseguia ouvir ruidos – explicava.

- Ah íris, isso é porque ele esta no camarim e lá não tem muita rede não, então fica perdendo a rede a todo o tempo… está tudo bem sim, eu to indo lá agora, ce quer que eu deixe recado? – perguntou

- Sim por favor, diz que eu liguei e que o amo muito – comecei a rir a imaginar a sua cara a me ouvir – estava a brinca Dag, diz só que eu depois ligo para ele e que desejo boa sorte.

- Tá, deixa que eu dou recadinho completo – deu ênfase à palavra “COMPLETO” – beijinho linda, agora a gente tem de ir po show

- Beijinho – desliguei

Os dias no Porto eram poucos e por isso mesmo queria os aproveitar o mais perto da minha família possível. Durante esse tempo permaneci em casa dos meus pais, no quarto que me viu crescer. A madrugada havia chegado e decidi ligar para ele

- Oiee meu amor – atendeu Luan

- Oie príncipe, como correu o show?

- Bem como sempre nega, com um novo show uma nova emoção, amo demais tudo isso

- eu sei meu pequenino, fico tão feliz ao ver que a cada dia que passa o sol brilha cada vez mais alimentando todo o teu sonho – disse com um sorriso nos lábios

- mô, à pouco a ligação caíu …

- eu sei, estavas sem rede né? Não faz mal. Confesso que amei essa parte, sabias? É que  agora eu posso estar aqui a falar contigo

- aahahah , safadinha

- não sou nada, sabes que está a fazer um frio de rachar aqui? – os dias de inverno se avizinhavam e junto vinham as noites longas e gélidas – preciso de um aquecedor – falei irónica

- é ? toma atenção a escolher o aquecedor sim? Olha que eu vou aí e parto esse aquecedor

- ahahah serio? Então acho que vou buscar um aquecedor humano – sorria

- vai, vai… só para tu ver o que eu faço

- to indo já, sabes para quê? – questionei

- Não, me explica

- Para que tu venhas logo até mim

- Bobinha… eu não posso meu amor mas bem que queria ahahah

- eu sei meu bem, já falta pouquinho para esta distancia diminuir e finalmente dividirmos o frio, o calor, a alegria, a tristeza …. Tudo juntinhos

- Com certeza minha vida, e como estão as coisas ai? – perguntou

- Aparentemente bem, pelo menos os meus pais não tem falado nada, até me tem ajudado. Ah, Luan já tratei do meu apartamento em Londrina, e também da faculdade – informei

- Eita mulher danadinha, eu preferia que ficasse lá na minha casa

- Preferias … Amor acho melhor assim e não vai ficar tão longe assim de ti vais ver que em poucos minutos estaremos logo um ao lado do outro

- aham, vamo ver nem eu deixaria q isso acontecesse

Estivemos horas a conversar mas o cansaço apoderou-se de ambos acabando cada um a dormir com o telemóvel ligado. O fim de semana passou-se e uma nova semana se iniciava. Luan teria três dias de folga e aproveitou para voltar a Portugal.



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