- Sim… - disse
- ……
- Luan? – falei mais uma vez sem que do outro lado obtivesse
qualquer palavra além de ruídos. Camei várias vezes seu nome, primeiramente em
estado “normal” mas à medida que os segundos passavam e nada ouvia comecei a
aumentar o meu tom de voz. Sem sucesso e com o coração alagado em lagrimas e
desespero tentei várias vezes retomar à chamada sem que esta fosse retomada.
Coração acelerado, a preocupação tomando todo o meu físico, tentei contactar
alguém mais próximo dele, lembrei-me dos seus pais e da Bruninha.
Liguei para Bruna, mas nada sabia do seu irmão, seus pais
por um lado queria contacta-los mas por outro não os queria preocupar quando
possivelmente nada de mais acontecia. Percorri toda a minha lista de contactos
e encontrei o numero do Dagmar que logo mantive chamada.
- Oie Dag, tudo bem? É a íris que fala…
- Oie linda, tudo sim e com você?
- Dag estás perto do Lu? Nós estávamos a falar mas
entretanto a chamada foi a baixo, só conseguia ouvir ruidos – explicava.
- Ah íris, isso é porque ele esta no camarim e lá não tem
muita rede não, então fica perdendo a rede a todo o tempo… está tudo bem sim,
eu to indo lá agora, ce quer que eu deixe recado? – perguntou
- Sim por favor, diz que eu liguei e que o amo muito –
comecei a rir a imaginar a sua cara a me ouvir – estava a brinca Dag, diz só
que eu depois ligo para ele e que desejo boa sorte.
- Tá, deixa que eu dou recadinho completo – deu ênfase à
palavra “COMPLETO” – beijinho linda, agora a gente tem de ir po show
- Beijinho – desliguei
Os dias no Porto eram poucos e por isso mesmo queria os
aproveitar o mais perto da minha família possível. Durante esse tempo permaneci
em casa dos meus pais, no quarto que me viu crescer. A madrugada havia chegado e
decidi ligar para ele
- Oiee meu amor – atendeu Luan
- Oie príncipe, como correu o show?
- Bem como sempre nega, com um novo show uma nova emoção,
amo demais tudo isso
- eu sei meu pequenino, fico tão feliz ao ver que a cada dia
que passa o sol brilha cada vez mais alimentando todo o teu sonho – disse com
um sorriso nos lábios
- mô, à pouco a ligação caíu …
- eu sei, estavas sem rede né? Não faz mal. Confesso que
amei essa parte, sabias? É que agora eu
posso estar aqui a falar contigo
- aahahah , safadinha
- não sou nada, sabes que está a fazer um frio de rachar
aqui? – os dias de inverno se avizinhavam e junto vinham as noites longas e
gélidas – preciso de um aquecedor – falei irónica
- é ? toma atenção a escolher o aquecedor sim? Olha que eu
vou aí e parto esse aquecedor
- ahahah serio? Então acho que vou buscar um aquecedor
humano – sorria
- vai, vai… só para tu ver o que eu faço
- to indo já, sabes para quê? – questionei
- Não, me explica
- Para que tu venhas logo até mim
- Bobinha… eu não posso meu amor mas bem que queria ahahah
- eu sei meu bem, já falta pouquinho para esta distancia
diminuir e finalmente dividirmos o frio, o calor, a alegria, a tristeza …. Tudo
juntinhos
- Com certeza minha vida, e como estão as coisas ai? –
perguntou
- Aparentemente bem, pelo menos os meus pais não tem falado
nada, até me tem ajudado. Ah, Luan já tratei do meu apartamento em Londrina, e
também da faculdade – informei
- Eita mulher danadinha, eu preferia que ficasse lá na minha
casa
- Preferias … Amor acho melhor assim e não vai ficar tão
longe assim de ti vais ver que em poucos minutos estaremos logo um ao lado do
outro
- aham, vamo ver nem eu deixaria q isso acontecesse
Estivemos horas a conversar mas o cansaço apoderou-se de
ambos acabando cada um a dormir com o telemóvel ligado. O fim de semana
passou-se e uma nova semana se iniciava. Luan teria três dias de folga e
aproveitou para voltar a Portugal.

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