Estava à espera da resposta da Dag, mas não
podia ficar ali sozinha sem sequer conhecer uma única pessoa então seria melhor
aceitar o convite de Cristina e ir até Minas Gerais e dali iria até o local
onde Luan estaria.
Então corri até ao local de embarque,
comprei uma passagem e logo me meti no avião que estava para partir até Minas
Gerais.
Cheguei no aeroporto e logo avistei a Criss, corri até ela e
abracei-a.
- Minha linda – falei
- Oieee manu, nossa como tu é grande muiê – olhava-me de
alto a baixo admirada
- Unf, odeio quando me falam isso- resmungava- gosto mais de
quando sou pequenina – comecei a rir
- Como tu tá? O que aconteceu pra vc vir assim sem avisar
ninguém,pro Brasil? – perguntava-me enquanto caminhávamos até ao táxi
- Está tudo mais ou menos linda, mas depois um dia te
contarei melhor – baixei a minha cabeça, não gostava de mentir a ninguém ainda
para mais quando esse alguém me pertence, mas não podia contar nada sobre mim e
o Luan.
- Tabom então –não insistiu- vai ficar quanto tempo? –
perguntou
- ainda não sei, tudo vai depender de amanha – olhei fora da
janela do carro – amor desculpa, tirei-te da caminha cedinho não foi?desculpa
- Não tem mal não amiga!
Logo chegámos a minas
e ela dividiu o seu quarto comigo. Estava cansada e logo aproveitei para
dormir uma sestinha visto que a Dag ainda não tinha ligado. Estava a dormir
quando acordo com a Criss resmungando
- OOO manu olha seu cel aí pow! Não para de toca muiê –
falou ainda cheia de sono
- Desculpa amor – pequei o telemóvel e sai do quarto, quando
olhei o visor já tinha mais de 6
chamadas da Dag – Ai jesus como deixei-me adormecer assim – perguntava para o
telemóvel como se ele me fosse responder – desculpe poderá me dizer as horas? –
perguntei à mãe da Criss que se encontrava na cozinha
- Digo sim querida, espera aí – tapou um dos tachos q tinha
na sua frente e olhou o relógio – São 13.30h linda
- JAAA ?- gritei atormentada – meu deus e agora o que eu
faço – perguntava-me a mim mesma
Peguei o telemóvel e marquei o numero da Dagmar de novo
porém ninguém me atendia, de certeza estaria ocupada. Avisei a Criss e fui dar
uma volta por Minas, não conhecia nada mas precisava caminhar, precisava de
sentir o vento passar na minha cara….
Durante toda a tarde tentei lçigar para a Dag mas chamava,
chamava e ninguém atendia. Estava a jantar quando ouço o telemóvel, corri até
ele deixando cair os talheres e a toalha de mesa quase que vinha junto se não
fosse a Cris a segurar
- HEEy calma manu – disse rindo
- Desculpem- consegui dizer ao mesmo tempo que subia as
escadas
Cheguei no quarto, peguei o telemóvel e vi que era a Dagmar
- Dag, desculpa de manha adormeci de uma forma que não
consegui ouvir nada e depois a tarde tentei te ligar mas devias estar ocupada
- Sim querida estivemos a gravar a tarde inteira e estava
sem o cel na minha beira – disse- olha nois tamo indo agora pra São Paulo que o
Luan amanhã tem show lá
- Ok brigada querida, eu vou ver se consigo ir ter convosco,
eu preciso falar com o Luan – falei com uma voz mais baixa – qual nome do
hotel?
- Tu tá aqui no brasil? – perguntou
- Estou sim, desde ontem à noite, mas entretanto uma amiga
minha daqui de minas me convidou e acabei ficando por casa dela aqui, mas estou
indo já para são Paulo… e aí qual o hotel?
- Sua doida – gargalhou – Espero que o que venhas fazer seja
o melhor porque já não ando a aguentar o humor que o Luan tem trazido estes
dias, mas o hotel é o Hilton São Paulo Morumbi.
- Ok brigada Dag, obrigada mesmo! – Desliguei o telemóvel e
corri até a sala de jantar
- Criss eu vou ter de ir até São Paulo, me ajuda preciso de
saber como chegar lá – puxei-a até ao quarto
Entramos no quarto e a Cristina começou a me explicar tudo o
que tinha de fazer até chegar a São Paulo, anotei tudo numa agenda pequenina
que trazia comigo, saí agradecendo tudo o que tinham feito por mim e saí rumo a
São Paulo. Dei o nome do hotel para o motorista e logo ele me levou até lá.
Cheguei à porta e deparei-me com um “monstro” de edifício, hesitei
por momentos mas a força do meu coração fez com que não conseguisse desistir.
Entrei segura e logo dirigi-me à receção pedindo o número do quarto do Luan,
mas como era obvio eles nunca doavam a informação sobre os seus hospedes e
muito menos quando se tratava do Luan Santana. Resolvi então avisar a Dag que
estava na porta da entrada e ela veio ter comigo fazendo-me entrar .
Com o olhar dei a volta à mesa onde se encontrava toda a equipa,
mas quem eu realmente procurara não se encontrava ali, cumprimentei todos e pedi
o numero da porta do quarto à Dag. Ela disse qual o número e fui até o elevador…
Acho que quantos mais andares o hotel tivesse mais em cima ficava o quarto
dele. Confesso que tenho um pouco de medo de andar de elevador pois já tive um
primo que faleceu por causa disso, ainda mais medo sentia quando a “viagem” era
demorada. Senti-me um pouco tonta mas finalmente cheguei ao tão esperado 28º
andar. Olhava em meu redor e o número de portas era imenso, comecei a caminhar
até que encontrei o mesmo número que tinha em mente.
Bati à porta e do outro lado ouvi a voz que me acalmava em
todos os momentos, a voz de quem eu realmente sentia a maior saudade, a voz que
precisava para continuar a sobreviver.
- é a Dag, abre a porta Luan – respondi à pergunta dele,
tentando imitar a voz da Dag
Todo aqueles pequenos segundos que demorou para abrir a
porta eram como se passassem horas, cada passo seu era como se andasse quilómetros,
senti a maçaneta da porta rodar e o meu coração disparou de um jeito que eu
mesma não sabia controlar, o meu peito aumentava o seu volume a cada inspiração
que fazia… e ao abrir a porta senti o meu maior sorriso se abrir fechando-se
automaticamente quando na porta avistei uma mulher que desconhecia por trás
dele.
Senti o meu coração apertar e as lágrimas invadirem toda a minha face, deixei cair os braços que já se tinham preparado para o abraçar, deixei a caixa que possuía em mãos e comecei a correr desesperadamente pela escadaria. Ouvi-o chamar pelo meu nome mas nem olhei para trás, senti-o correr atrás de mim, mas quando o sentia mais perto ganhava forças para continuar a correr….
- Íris? Espera não é
o que você está pensando … - gritou
Senti o meu coração apertar e as lágrimas invadirem toda a minha face, deixei cair os braços que já se tinham preparado para o abraçar, deixei a caixa que possuía em mãos e comecei a correr desesperadamente pela escadaria. Ouvi-o chamar pelo meu nome mas nem olhei para trás, senti-o correr atrás de mim, mas quando o sentia mais perto ganhava forças para continuar a correr….
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Capitulo 27 amores :) Sei que demorou um pouco para postar mas esta semana tudo o que planeava sempre saía furado! Bem amores a partir de agora demorarei mais tempo para postar, porque talvez vá mudar de cidade por causa da faculdade e ir e vir todos os dias vou ficar sem quase tempo nenhum para mim :s mas sempre que puder eu vou continuar a postar, vou continuar a "viver" este sonho ...
Bom espero que tenham gostado do capitulo ;)
beijinhos

Sem comentários:
Enviar um comentário