Hesitei na resposta, eu queria realmente dar-lhe todo o tipo de contactos possíveis para me manter o mais perto dele possível, porem o medo de um dia acordar e todo aquele sonho acabar era maior que o impulso de simplesmente pegar numa caneta e passar para o papel qualquer numero ou letra que fosse. Mas como em tudo o coração fala mais alto, não há razão que sobreviva.
Passei para o papel que ele me havia dado nas mãos o número de telemovel, mail, skipe...
Quando já tinha acabado virei-me para trás dando de frente com uma "estátua" a olhar para mim. No seu rosto encostei os meus lábios por forma a me despedir.
- Quando um dia precisares de uma amiga ou de alguém para te ouvir, não hesites em me chamar. - disse-lhe enquanto entregava em suas mãos o papel que continha todo o tipo e formas possiveis para ele me contactar.
- Olha que eu vou cobrar einh?! - ele afirmou com um sorriso na cara.
Saí da porta com um sorriso capaz de tocar em cada uma das minhas orelhas, não havia nada que me deixasse mais feliz do que poder ter contacto com aquele que eu mais esperava mas quando a vida corre bem demais, quando temos a oportunidade de viver o sonho, não podemos tirar os pés do chão. Naquele momento eu tinha o meu ídolo, a minha luz, mas quando menos esperasse ele já ia estar a quilómetros de distância e nunca mais se lembraria de mim a não ser como mais uma de tantas fãs ou como, simplesmente, uma história para contar de umas das suas aventuras para salvar pessoas.
As portas do pavilhão haviam passado por mim, e eu estava ali à procura por tudo quanto era lado das minhas neguinhas,afinal não as via desde a fila do camarim e quando pensava voltar para a beira delas o inesperado aconteçeu.
O medo tomava conta de mim fazendo-me estremecer a cada ruído que escutava. Não tinha passado muito tempo do acontecido e a pavorosa chegada do André ainda era possivel.
Ao fundo da rua onde se situava o pavilhão avistei-as fazendo com que as minhas pernas trementes ganhassem forças suficientes para correr até ao local onde elas permaneciam.
- Onde é que te metes-te que não foste para a nossa beira? - perguntou-me a Catarina.
- Sim, Onde? - depois da pergunta continuava - Depois do camarim nunca mais te vi. Conseguia, da bancada, ver todas que estavam à frente menos tu.
- Calma lindas, eu contarei tudo mas mais tarde é que é uma historia bem grande e complicada que graças a um anjo ... acabou por não acontecer nada de grave - disse lembrando-me de cada detalhe, de cada aperto que tinha sofrido e da entrada inesperada do Luan naquela sala o que me fez soltar uma gargalhada.
- Pega Catarina - estiquei a mão em direção a ela - alguem muito especial mandou para ti - entregava-lhe um envelope onde continha no seu interior uma pequena carta onde eram desejadas as melhores felicidades bem como a parabenizava pelos seus 22 aninhos que o Luan me tinha entregue depois que lhe falei que minha amiga fazia aninhos naquele dia.
Depois que ela abriu e viu a pessoa que lhe tinha enviado, um sorriso se esboçou em seu rosto e as lágrimas não se contiveram. Perguntou-me e todas em redor queriam saber como possuia em minhas mãos uma carta que o Luan havia escrito. Na hora o que queria era sair dali, no caminho expliquei todo o sucedido.
O cansaço tomava conta de todas nós fazendo-nos adormeçer ali mesmo, na sala da casa da Vanessa, que nos havia convidado para ficar lá naquela noite.
O dia amanheceu e o sol fez quetão de invadir todos os cantos pertencentes à sala onde nos encontravamos.
Após termos arrumado toda a bagunça que tinhas feito e de comer qualquer coisa, chega a hora de voltar a vida real. Eu e a Catarina de volta ao Porto, a Vanessa em Lisboa e o sonho de acreditar que realmente aquele papel onde tinha escrito a umas horas atras ia ter realmente utilidade.
o comboio chega à estaão e é hora de fazer aquilo que mais me custa : Despedidas!
- Amores .... é um ate ja! - falava a Vanessa abraçando-nos às duas, com o seu ar de amenizador de situações, porém com as lágrimas espreitando em cada olhar que transmitia.
Na verdade ela tinha razão, era um"até já ", pois encontravamo-nos através do twitter ou do facebook ou ate mesmo pelo skipe, mas mesmo existindo essas redes que possibilitam uma menos distancia, nada é comparado ao facto d podermos abraçar quando precisamos de um abraço ou de falar quando o que mais precisamos é de olhar no olhar da outra pessoa.
O comboio dá o ultimo aviso de partida e as "choronas", como o nosso "anjo selvagem" ( Vanessa) nos chama, entraram. Quanto mais o comboio insistia em afastar-se dela mais os nossos olhares ( o meu e o da Cate) tendiam em cruzarem-se ao da Nessinha.
Demoramos umas 4 horas até chegar a campanhã onde dali apanharíamos o autocarro até nossas casas. O caminho Lisboa - Porto foi grande porem bem animada. A tristeza da distancia que separava as "três mosqueteiras" invadia-nos mas em jeito de passar o tempo, ambas arranjavamos histórias, anedotas, enfim... algo que nos fizesse rir.
A minha casa estava cada vez mais perto e a fadiga cada vez mais presente em cada passo que dava ou gesto que fazia.
Abri a porta jogando para cima do sofá a mala que de que me fazia acompanhar e fui diretinha até ao choveiro. O que mais precisava naquele momento era de um banho onde podia relaxar cada músculo e fazer chagar à mente cada momento que tinha passado.
Demorei mais de duas horas e quando saí não via mais nada além da minha caminha. Deitei-me sobre ela e na janela em frente pedi à lua que protege-se todos aqueles que mais amo. Não demorou muito até os meus olhos se cerrarem.
O sábado se tinha passado e o Domingo também não demorou a passar. Visitei os meus pais, vi a minha irmazinha e voltei ate casa onde me fiz acompanhar de um balde enorme de pipocas para ver o filme que naquele momento passava na tv, " Melodia do Adeus".
Adoro aquele filme, sei que é triste mas digamos que os meus filmes preferidos são esses mesmos, romenticos mas com uma pitada de sofrimento, esses que me fazem chorar horrores mas que acima de tudo me fazem pensar na vida.
Dois dias haviam, praticamente, passado desde sexta feira e aquilo que tinha concluido só se confirmava a cada dia que passava ou a cada hora que voava.
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E ai amores? aprovaram o capitulo? ahahah este foi grandinho não? A íris finalmente passou aquele pesadelo que tava a viver graças ao luan né?! que querido ele *__* mas e agora será que ela esta certa, ele ira lembrar-se dela apenas como mais uma historia? Os dias estao a passar e ele não deu mais sinal de vida :/ Bom amores deixem ai as vossas opinioes :P
Agora nois :P Amores desculpem a demora é que eu ando super aterefada e a dormir em casa da minha tia, acabo por não me concentrar para escrever e não gosto d o fazer sem musica, o que aqui estou sujeita -.-, e tambem n gosto d escrever obrigada e muito menos escrever a correr.
Bom espero que tenham gostado deste capitulo, agora deixo-vos com o nosso amorzinho *_*
beijinhos.

Aquele momento em que me emocionei por entender que vai ser real... Que vou mesmo ter que me despedir de vocês dessa forma...
ResponderEliminarRelativamente à Fic, estás a escrever super bem e direitinho. Continuas a deixar-me ansiosa pelo próximo, portanto toca a pegar na caneta :p
(Vanessa)
essa foi exatamente a parte em que estava a escrever e a tinta a manjar toda :s
EliminarQt a fic, tenho andado a pegar na caneta sua marota ;P ahahah
beijinho <3
Ow, adorei! Claro que o Luan tinha de ser o "salvador da pátria", né, ahah :P Ansiosa pelo próximo capítulo, estou a gostar mesmo! Beeeeejo :*
ResponderEliminar(@FeverLuan)
é ne´:P mas foi bem fofinho ahahah
Eliminarbeijiho
ow luan o heroi adoro meu gordo malhado muito fofo.... posta mais amore *_*
ResponderEliminarehehehehe
Eliminarbeijinho amor
EliminarLindo manuuuuuu poste mais amre ♥----♥
ResponderEliminar(Criss)
postado :p e dois ^^
Eliminarbeijinho