Uma invasão de
noticias do Luan invadia a minha home. Resolvi carregar no twitter de uma das
revistas abrindo-a.
“Luan Santana beija
morena no bar” – era o titulo.
Abri a noticia e o site estava completo de fotos do Luan
beijando uma rapariga que, ao inicio pelo titulo pensava ser eu, mas ao abrir
as fotos essa suposição transformou-se num pesadelo. Luan tinha-me traído no
dia a seguir ao pedido de casamento? As lágrimas persistiam em cair mesmo sem
que eu as mandasse. Fechei automaticamente a tampa do portátil e na cama
deitei-me agarrada ao travesseiro. No pensamento não saiam as suas palavras de
amor que havia me dito dias anteriores ao mesmo tempo que todas as imagens da
revista passavam.
Horas passaram e na porta ouvia bater, sabia que eram as
minhas amigas mas naquele momento não queria ver ninguém, fechei-me no quarto
como se alguém pudesse entrar no apartamento, e com a musica no volume máximo
agachei-me encostada na porta e com as mãos na cara desatava a chorar
perguntando-me o porque de tudo aquilo, o porque de ele me ter feito aquilo, se
realmente tudo era verdade ou não passava de mais uma das mentiras das
revistas, as fotos, os textos, as palavras… tudo insistia em permanecer na
minha mente.
Ouvi bater na porta do quarto e a voz que eu não queria
ouvir fez soar. Era Luan o único que possuía chave do apartamento que a pedido
de Catarina e Vanessa, logo veio.
- Amor abre a porta – pedia
Ao ouvir a sua voz não sentia mais nada além da raiva de
tudo o que me tinha feito, limpando as lágrimas consegui disser
- não vou abrir, sai daqui por favor – comecei de novo a
soluçar
- Íris abre por favor – ordenava- que se passa? Tou ficando
preocupado
- Agora preocupas-te? Luan sai daqui não te quero ver mais
por favor
- íris eu vou arrombar a porta – avisava – sai daí …
- Não!
- íris, abre a porta amiga – Catarina dissia
Limpei as minhas lágrimas rudemente e levantei-me. Abri a
porta e saí olhando-o nos olhos
- Já sai – dissia
- meu amor, que te deu pa ficar trancada, vim correndo aqui
quando elas me ligaram avisando q n abria a porta e a musica estava alta,
fiquei preocupado com você minha vida – em direção a mim abriu seus braços,
abraçando-me. Tentou me dar um beijo, mas desviei.
- Que se passa? – perguntou confuso.
- Bem nós vamos dar uma volta né Catarina? – Vanessa falou
abraçando Cate e dirigindo-se para a porta de saída.
- Já viste que estou bem, agora já podes ir – falava rude
- Não to percebendo o porque d estar a falar assim comigo
- Não sabes? – comecei a rir- Pára de ser ingénuo e sai daqui!
– Comecei a empurra-lo para a porta quando ele me ataca com seu beijo.
- Pára de brincar comigo, Luan – senti as minhas lágrimas se
soltarem – pensas que dizes-me todas aquelas palavras e depois quando estás
longe fazes tudo menos aquilo que me prometes? – soluçava
- que coisa? Íris eu te amo
- Será que amas? Luan e ontem? Disseste-me que tinhas um
show e hoje de manha vou à internet e noticias tuas estão espalhadas por tudo
quanto são sites e revistas, fotos tuas a beijar outra rapariga, Luan pensas
que sou o que? Um brinquedo que usas e quando te cansas deitas fora? Luan isso
dói entendes? – gritava com ele – Disse-te tantas vezes para seres sincero
comigo, que ia entender se algum dia não quisesses mais, mas assim? Ontem
pediste-me em casamento e no mesmo dia trais-me? Luan, Chega! Sai daqui, e
faz-me um favor não venhas mais aqui! – empurrei-o
- Pára íris – tentava falar – PÁRA! – gritou – me deixa
explicar por favor – agarrava os meus braços e me olhava
- Não quero ouvir entendes? Aceito tudo menos que me traias
e muito menos que me mintas- soltava-me- Lembras-te que quando começamos a
promessa que fizemos um para o outro foi de nunca mentirmos? Que as noticias
podiam ser más mas sempre saberíamos um pelo outro. – fechei-lhe a porta e
descendo sobre a porta comecei a chorar.
- íris abre – senti-o soluçar – me deixa explicar por favor,
não é nada do que você pensa, Abre!
#LuanOn:
Sem nenhuma resposta por parte dela, tentei de tudo sem que
ela me respondesse. As minhas lágrimas insistiam em caír e cabisbaixo dirigi-me
até à porta de entrada onde se encontravam Vanessa e Catarina.
- que se passa Luan? – Catarina chegou até mim, me limpando
as lágrimas
- nada não meninas, deixa, eu vou indo ta? Beijo- saí de
perto delas, enfiei-me no carro e sem saber para onde comecei a dirigi parando
numa praia deserta. Saí do carro e em cima de uma rocha sentei-me agarrado à
minha face – porque? Porque isso agora? Te amo tanto Íris – meu coração apertou
– eu juro que não era isso que eu queria – falava comigo mesmo.
Caminhava areia fora quando no meu ombro sinto alguém
- oi – falei com a cabeça botada para baixo e enxugando as
lágrimas
- Luan, que se passou podes falar – Vanessa e Catarina
tinham me seguido
- ela lá – respondi – ela não acredita em mim. Eu sei que as
fotos falam por si mas eu não sei o que se passou, acreditem em mim por favor,
eu depois do show lembro que fui com a galera da equipe até uma balada, estava
me divertindo como sempre faço, aí depois chegou umas meninas que me abraçaram
e tal e começaram a falar comigo aí depois eu não lembro de mais nada não –
explicava-me com esperança que elas me entendessem
- Mas Luan, sabes que é difícil, está espalhado por tudo
quanto é internet – Catarina dissia – e as fotos como explicas?
- Eu não sei … nem lembro das fotos e muito menos de ter
beijado ela é serio meninas…. Eu amo por demais ela!
- A gente vai tentar falar com ela, agora anima-te – Vanessa
beijou a minha face – ate já, depois ligamos-te ou quem sabe seja ela mesmo a
te ligar – piscou-me o olho e depois de Catarina se despedir de mim saíram as
duas.
Caminhei mais um pouco levando com o soprar do vento em
minha cara, e depois fui ter com a equipa.
#LuanOff
Encontrava-me no sofá olhando todas as nossas fotos e ouço a
campainha. Espreitei pelo buraquinho da porta e vi que eram minhas amigas.
- Ola meninas
- Ola Íris como estás? – Respondeu Catarina
- Íris onde vais? – Vanessa antecipou-se ao olhar algumas
malas que estavam ao lado da porta do meu quarto
- Vou até Portugal amores, preciso espairecer um pouco,
pensar um pouco… na verdade preciso de esquecer tudo o que se passou e mentalizar-me
que é hora de retomar a minha vida. Passarei um mês eu acho, pedi para que as
minhas férias fossem seguidas e mais antecipadas… inventei uma historia
confesso. Mas eu preciso deste tempo para pensar no que vou fazer da minha vida
– explicava.
- Calma Íris, não estás a ser demasiado precipitada? –
Perguntava Catarina
- Talvez sim, talvez não… não sei amigas – abraçei-me a
elas- só não quero sofrer mais entendem? O Luan era tudo para mim e na altura
que pensei estar finalmente a minha vida a realizar-se ele faz-me isto?
- Íris é melhor vocês falarem, deixa ele te explicar o que
se passou, pelo que ele disse tu nem o deixas-te falar – disse Vanessa
- Explicar? O que ele vai dizer perante estas fotos? –
apontava para o ecran- que foi a menina que o beijou como já me disse uma vez?
- Íris deixa de ser teimosa e vai falar com ele antes de
ires – ordenavam
- Não vou, desculpem, mas eu não vou fazer isso. – levantei-me
e olhei o relógio – amigas, será que podem de vez enquanto olhar aqui o
apartamento enquanto vou para Portugal? Eu desliguei tudo, gás, água e alguns electrodomésticos
também, mas sei lá, acho que ficava mais descansada se vocês viessem ver se
estava tudo bem – sorri
- Claro amor, nós vimos aqui algumas vezes – Disseram enquanto
pegavam as chaves
- Bom, vou ter de ir o meu avião deve estar a chegar –
abraçei-as – obrigada por tudo meus amores, adoro-vos muito, beijo.
Despedi-me delas e entrei num táxi que me levou até ao
aeroporto. Entrei no avião e à medida que começava a andar lágrimas escorriam
pela minha cara. Seria o final desta etapa da minha vida agora? Seria que tudo
que pensava ser um sonho acabou em pesadelo? Perguntava-me a mim mesma sem
encontrar a resposta.
Em território português, saí do avião e fui até casa dos
meus pais. Abraçei-os tao forte, estava a morrer de saudades deles. Minha mãe
apercebeu-se do anel que trazia no dedo mas sem me perguntar nada, apenas me
abraçou. Era mão e o seu instinto não a enganava. Era incrível como todas as
mães são capazes de nos perceber sem que emitamos alguma palavra.
No quarto, liguei para Catarina e Vanessa a confirmar a
minha chegada em Portugal.
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"É difícil dizer adeus, quando se quer ficar. É difícil sorrir quando se quer chorar, mas difícil é ter que esquecer quando se quer amar."
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