domingo, 14 de outubro de 2012

Capitulo Quarenta e Um!


 Uma invasão de noticias do Luan invadia a minha home. Resolvi carregar no twitter de uma das revistas abrindo-a.
“Luan Santana beija morena no bar” – era o titulo.

Abri a noticia e o site estava completo de fotos do Luan beijando uma rapariga que, ao inicio pelo titulo pensava ser eu, mas ao abrir as fotos essa suposição transformou-se num pesadelo. Luan tinha-me traído no dia a seguir ao pedido de casamento? As lágrimas persistiam em cair mesmo sem que eu as mandasse. Fechei automaticamente a tampa do portátil e na cama deitei-me agarrada ao travesseiro. No pensamento não saiam as suas palavras de amor que havia me dito dias anteriores ao mesmo tempo que todas as imagens da revista passavam.
Horas passaram e na porta ouvia bater, sabia que eram as minhas amigas mas naquele momento não queria ver ninguém, fechei-me no quarto como se alguém pudesse entrar no apartamento, e com a musica no volume máximo agachei-me encostada na porta e com as mãos na cara desatava a chorar perguntando-me o porque de tudo aquilo, o porque de ele me ter feito aquilo, se realmente tudo era verdade ou não passava de mais uma das mentiras das revistas, as fotos, os textos, as palavras… tudo insistia em permanecer na minha mente.
Ouvi bater na porta do quarto e a voz que eu não queria ouvir fez soar. Era Luan o único que possuía chave do apartamento que a pedido de Catarina e Vanessa, logo veio.

- Amor abre a porta – pedia

Ao ouvir a sua voz não sentia mais nada além da raiva de tudo o que me tinha feito, limpando as lágrimas consegui disser

- não vou abrir, sai daqui por favor – comecei de novo a soluçar

- Íris abre por favor – ordenava- que se passa? Tou ficando preocupado

- Agora preocupas-te? Luan sai daqui não te quero ver mais por favor

- íris eu vou arrombar a porta – avisava – sai daí …

- Não!

- íris, abre a porta amiga – Catarina dissia

Limpei as minhas lágrimas rudemente e levantei-me. Abri a porta e saí olhando-o nos olhos

- Já sai – dissia

- meu amor, que te deu pa ficar trancada, vim correndo aqui quando elas me ligaram avisando q n abria a porta e a musica estava alta, fiquei preocupado com você minha vida – em direção a mim abriu seus braços, abraçando-me. Tentou me dar um beijo, mas desviei.

- Que se passa? – perguntou confuso.

- Bem nós vamos dar uma volta né Catarina? – Vanessa falou abraçando Cate e dirigindo-se para a porta de saída.

- Já viste que estou bem, agora já podes ir – falava rude

- Não to percebendo o porque d estar a falar assim comigo

- Não sabes? – comecei a rir- Pára de ser ingénuo e sai daqui! – Comecei a empurra-lo para a porta quando ele me ataca com seu beijo.

- Pára de brincar comigo, Luan – senti as minhas lágrimas se soltarem – pensas que dizes-me todas aquelas palavras e depois quando estás longe fazes tudo menos aquilo que me prometes? – soluçava

- que coisa? Íris eu te amo

- Será que amas? Luan e ontem? Disseste-me que tinhas um show e hoje de manha vou à internet e noticias tuas estão espalhadas por tudo quanto são sites e revistas, fotos tuas a beijar outra rapariga, Luan pensas que sou o que? Um brinquedo que usas e quando te cansas deitas fora? Luan isso dói entendes? – gritava com ele – Disse-te tantas vezes para seres sincero comigo, que ia entender se algum dia não quisesses mais, mas assim? Ontem pediste-me em casamento e no mesmo dia trais-me? Luan, Chega! Sai daqui, e faz-me um favor não venhas mais aqui! – empurrei-o

- Pára íris – tentava falar – PÁRA! – gritou – me deixa explicar por favor – agarrava os meus braços e me olhava

- Não quero ouvir entendes? Aceito tudo menos que me traias e muito menos que me mintas- soltava-me- Lembras-te que quando começamos a promessa que fizemos um para o outro foi de nunca mentirmos? Que as noticias podiam ser más mas sempre saberíamos um pelo outro. – fechei-lhe a porta e descendo sobre a porta comecei a chorar.

- íris abre – senti-o soluçar – me deixa explicar por favor, não é nada do que você pensa, Abre!

#LuanOn:

Sem nenhuma resposta por parte dela, tentei de tudo sem que ela me respondesse. As minhas lágrimas insistiam em caír e cabisbaixo dirigi-me até à porta de entrada onde se encontravam Vanessa e Catarina.

- que se passa Luan? – Catarina chegou até mim, me limpando as lágrimas

- nada não meninas, deixa, eu vou indo ta? Beijo- saí de perto delas, enfiei-me no carro e sem saber para onde comecei a dirigi parando numa praia deserta. Saí do carro e em cima de uma rocha sentei-me agarrado à minha face – porque? Porque isso agora? Te amo tanto Íris – meu coração apertou – eu juro que não era isso que eu queria – falava comigo mesmo.

Caminhava areia fora quando no meu ombro sinto alguém

- oi – falei com a cabeça botada para baixo e enxugando as lágrimas

- Luan, que se passou podes falar – Vanessa e Catarina tinham me seguido

- ela lá – respondi – ela não acredita em mim. Eu sei que as fotos falam por si mas eu não sei o que se passou, acreditem em mim por favor, eu depois do show lembro que fui com a galera da equipe até uma balada, estava me divertindo como sempre faço, aí depois chegou umas meninas que me abraçaram e tal e começaram a falar comigo aí depois eu não lembro de mais nada não – explicava-me com esperança que elas me entendessem

- Mas Luan, sabes que é difícil, está espalhado por tudo quanto é internet – Catarina dissia – e as fotos como explicas?

- Eu não sei … nem lembro das fotos e muito menos de ter beijado ela é serio meninas…. Eu amo por demais ela!

- A gente vai tentar falar com ela, agora anima-te – Vanessa beijou a minha face – ate já, depois ligamos-te ou quem sabe seja ela mesmo a te ligar – piscou-me o olho e depois de Catarina se despedir de mim saíram as duas.

Caminhei mais um pouco levando com o soprar do vento em minha cara, e depois fui ter com a equipa.

#LuanOff

Encontrava-me no sofá olhando todas as nossas fotos e ouço a campainha. Espreitei pelo buraquinho da porta e vi que eram minhas amigas.

- Ola meninas

- Ola Íris como estás? – Respondeu Catarina

- Íris onde vais? – Vanessa antecipou-se ao olhar algumas malas que estavam ao lado da porta do meu quarto

- Vou até Portugal amores, preciso espairecer um pouco, pensar um pouco… na verdade preciso de esquecer tudo o que se passou e mentalizar-me que é hora de retomar a minha vida. Passarei um mês eu acho, pedi para que as minhas férias fossem seguidas e mais antecipadas… inventei uma historia confesso. Mas eu preciso deste tempo para pensar no que vou fazer da minha vida – explicava.

- Calma Íris, não estás a ser demasiado precipitada? – Perguntava Catarina

- Talvez sim, talvez não… não sei amigas – abraçei-me a elas- só não quero sofrer mais entendem? O Luan era tudo para mim e na altura que pensei estar finalmente a minha vida a realizar-se ele faz-me isto?

- Íris é melhor vocês falarem, deixa ele te explicar o que se passou, pelo que ele disse tu nem o deixas-te falar – disse Vanessa

- Explicar? O que ele vai dizer perante estas fotos? – apontava para o ecran- que foi a menina que o beijou como já me disse uma vez?

- Íris deixa de ser teimosa e vai falar com ele antes de ires – ordenavam

- Não vou, desculpem, mas eu não vou fazer isso. – levantei-me e olhei o relógio – amigas, será que podem de vez enquanto olhar aqui o apartamento enquanto vou para Portugal? Eu desliguei tudo, gás, água e alguns electrodomésticos também, mas sei lá, acho que ficava mais descansada se vocês viessem ver se estava tudo bem – sorri

- Claro amor, nós vimos aqui algumas vezes – Disseram enquanto pegavam as chaves

- Bom, vou ter de ir o meu avião deve estar a chegar – abraçei-as – obrigada por tudo meus amores, adoro-vos muito, beijo.

Despedi-me delas e entrei num táxi que me levou até ao aeroporto. Entrei no avião e à medida que começava a andar lágrimas escorriam pela minha cara. Seria o final desta etapa da minha vida agora? Seria que tudo que pensava ser um sonho acabou em pesadelo? Perguntava-me a mim mesma sem encontrar a resposta.

Em território português, saí do avião e fui até casa dos meus pais. Abraçei-os tao forte, estava a morrer de saudades deles. Minha mãe apercebeu-se do anel que trazia no dedo mas sem me perguntar nada, apenas me abraçou. Era mão e o seu instinto não a enganava. Era incrível como todas as mães são capazes de nos perceber sem que emitamos alguma palavra.

No quarto, liguei para Catarina e Vanessa a confirmar a minha chegada em Portugal.

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"É difícil dizer adeus, quando se quer ficar. É difícil sorrir quando se quer chorar, mas difícil é ter que esquecer quando se quer amar."

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