domingo, 14 de outubro de 2012

Capitulo Quarenta e Três!

Em Portugal, ocupava alguns dos meus dias na praia, a ver o mar, a falar com as estrelas… tudo para que nada me fizesse lembrar ele! Impossível era isso acontecer, na água via reflectido o seu rosto, o vento trazia-me o seu cheiro, a cada passo que dava suas palavras eram lembradas. Outros, ficava por casa a ver televisão, senti alguns dias alguns enjoos mas nada que um respirar mais fundo não resolvesse. Durante dias resisti a tentação de atender todas as suas chamadas, mas meu coração falava mais alto e num dia atendi.

Ouvi a sua voz e o meu peito chorou de saudade mas consegui lhe dizer que seria melhor nos mantermos separados mesmo que a minha vontade fosse a contraria. Naquele momento o que mais queria era correr ate ele e o abraçar, era poder sentir o seu calor, o seu beijo, mas na mente vinham aquelas imagens horrendas.

Chegou o fim de semana e com ele a saudade mais intensa. Ouvi a campainha e algo me mandava correr até lá. Sem eu mesma me aperceber o que me comandava corri ate a porta e quando a abri, vi os olhos mais brilhantes, o sorriso mais lindo… A minha vontade era pular naquele colo que me mantinha segura mas recuei.

- que fazes aqui? – perguntei

- posso? – perguntou

- claro… entra- fechei a porta e segui até o sofá

- Íris precisamos de falar, ce num acha? – segurou a minha mão

- acho q já te disse tudo

- Mas eu não, se importa de falarmos no seu quarto? – Luan falou olhando a minha  irmã sentada no outro sofá

- não, acho melhor aqui

- então vem comigo – puxou-me para a porta

- onde?

- caminhar por ai - respondeu

- ta deixa-me so vestir um casaco – subi até ao meu quarto

- Quero que saiba que nada daquilo é o que parece – Luan começou a se explicar enquanto caminhávamos – Preciso que acredite em mim íris, eu estou falando sério! Eu sei que depois do show fui com a equipe para uma balada, como faço algumas vezes, aí chegam umas meninas e me pedem um abraço e começamos a falar aí eu não sei .. eu não lembro de mais nada – agarrou as minhas duas mãos colocando-se na minha frente

- Luan, eu pedi-te para não falarmos mais nesse assunto, olha esquece o que tivemos vai ser melhor – senti o meu coração apertar e as lágrimas querem aparecer

- Não consigo, não quero… tu acha que esquecer um amor é fácil? Não é íris eu te amo de verdade. Preciso que me perdoe .. eu juro que não queria fazer isso – sentou-se na minha frente puxando pelas minhas mãos e começou a cantar:..
Voce ainda nem me disse 
Por que tudo terminou 
Admita, nada fiz de tão errado 
Eu te amei bem mais que tudo
 Só Deus sabe como
 Te amei e foi demais te amar 
Se você pensar um pouco 
E parar pra reflectir 
Não pode esquecer de mim
A relva, as flores, a roupa, detalhes 
O vento, a brisa, o frio, o orvalho 
Eu não vou te esquecer, não vou
 Te esquecer é impossível, meu amor…

Escutava-o e ao mesmo tempo sentia o meu coração acelerar e a não querer responder ao que a minha cabeça mandava, olhava os seus olhos perfurando os meus como se neles estivesse escrito o quanto nos amávamos, as minhas pernas contrariavam o que eu mandava .Colei um dos meus dedos na sua boca e puxando-o a te mim beijei os seus lábios. A saudade falou mais alto que a possibilidade de nos mantermos afastados, o coração gritou dizendo para desfrutar do amor que nos unia…

- perdoa-me? – perguntou-me com uma lágrima descendo no seu rosto

- Não tenho nada para perdoar… todos nós erramos. Pensei que a distancia seria a melhor solução para te esquecer mas é impossível… Não consigo o fazer. Não sei viver sem ti, Amo-te mais que a minha vida Luan – saltei para os seus braços e sucessivamente selava os seus lábios.
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"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
Carlos Drummond de Andrade

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