domingo, 14 de outubro de 2012

Capitulo Quarenta e Quatro!


- Te vivo, te vivo, te vivoooooooooo- gritou enquanto nos rodopeava.

- Nós também – sorri

- ah? – Luan questionou confuso

- Acho que vamos passar a ser três – falei com os olhos brilhando

- ta falando serio? – Luan falou abrindo o seu maior sorriso

- Sim minha vida, ainda no brasil houve uma noite que me senti tonta quando fui com a Cate e Nessinha na balada, lembras-te? Contei-te – explicava- depois quando vim para Portugal essa tontura começou a ser mais frequente e alguns enjoos vinham juntos, então a minha mãe obrigou-me a ir ao médico e ele confirmou-me – abraçei aminha barriga e o olhei – acho que vamos ser papais ahahahah

- que noticia óptima meu deus – do seus olhos escorreram algumas lágrimas e agarrado à minha barriga falava – te prometo que serei o melhor pai do mundo, meu filhão – beijava a barriga

- como sabes que vai ser um “filhão” – perguntava sorrindo

- não sei… só quero que seja lindo igual você – envolveu a minha cintura com uma mão enquanto a outra segurou a minha nuca e me beijou apaixonadamente. Luan, puxou a minha mão correndo pelo jardim em que no encontrávamos e começou a gritar feito criança.

Depois de comermos um gelado, voltamos para minha casa onde, todo apressado, me ajudou a encher as malas. Malas prontas, levou-me até ao aeroporto e juntos partimos até ao Brasil. Chegamos de madrugada, estava a dormir sobre o seu peito e sou acordada por um beijo na testa.

- Chegamos amor - disse ajeitando-se

- sim lindo … estou um pouco enjoada da viajem – disse

- é melhor ir no médico

- não, acho que foi so da viajem, logo logo vai ficar tudo bem meu anjo – disse enquanto aguardávamos as malas

- espero… - colocou a mão sobre a minha barriga e beijou

Luan pegou nas minhas malas e no saco dele e seguimos até o carro onde Wellington já nos esperava.

- Vem comigo, vamo conta pa minha mamusca – Luan disse todo empolgado

- Sim meu anjo, vamos – sorri e beijei seu nariz

Apertei o cinto e deitei-me sobre o seu peito. Luan começou a passar a mão sobre o meu cabelo me beijando algumas vezes. Chegamos à porta d Royal Park e depois de Wellington estacionar Luan ajuda-me a sair do carro e começa a puxar-me correndo pelo caminho até à porta.

- Mamusca – começou gritar – olha quem vem comigo – começou a andar para trás olhando-me nos olhos

- Oie meu filho, quem? – D-Maizete falava enquanto caminhava – Oieeee minha linda, até que enfim eim?Já não suportava essa indisposição do meu filho aí – disse causando em mim uma gargalhada.

- te parece- franziu a sobrancelha

- é verdade seu chato – Bruna apareceu – Oieeee minha amiga  - abraçou-me

- Mãe cadê o pai? – Luan perguntou

- Deve ta descendo filho

- Tá então vamo espera que a gente tem uma óptima noticia pra vocês – Luan passou o seu braço sobre os meus ombros e deu-me um beijo na face.

- to curiosa, fala logo ué – Bruna dizia entusiasmada

- não, espera pelo pai – Luan botou a língua para fora

- paaaaaaaaai – Bruna gritou – vem logo powh!

Esperamos um pouco até que Sr. Amarildo descesse e depois dele chegar Luan juntou todos no meio da sala e contou sobre o mais recente membro da família, abrindo em todos sorrisos enormes.

- awn vou ser titia que fofo – Bruna abraçou-nos

- Parabéns meus amores, to tao feliz, vamo ser vovos Amarildo – D.Marizete abraçou seu marido logo depois de nos dar um abraço bem forte.

Naquela noite Luan não teria show e por isso mesmo insistiu para que ficasse ali. Depois de jantaros Luan começou a me puxar para seu quarto, subiu as escadas atrás de mim agarrado na minha cintura enquanto beijava os meus ombros. Abriu a porta do quarto e deito-me a seu lado sobre a cama. Iniciou toda uma sequencia de carinhos terminando no mometo em que ambos nos entregávamos ao desejo de uma paixao, de uma amor verdadeiro.
Felizes e retomando a nossa rotina foram-se passando os dias e meses. Luan estava radiante com a questão de ser papai e sempre que podia fazia de tudo para que as sessões de ultrasom pudessem contar com a sua presença. Era incrível ver o quanto era possível amar um ser desconhecido mas ao mesmo tempo tão nosso. Chegou o mês de Setembro e fazia quatro meses de gravidez, o dia do ultrasom chegou e mais uma vez Luan iria ter comigo ao hospital. Era a ecografia em que, possivelmente, iriamos saber o sexo das crianças e Luan, mais que as outras, não queria faltar esta.

- minha vida – chegou todo cansado e me beijou- como estam os nossos nénéns– beijou a minha barriga

- Ola meu amor, eu acho que estão bem, né filhos- acariciei a minha barriga

- Oi papais, vamo ver esses bebes? – disse a medica

- vamo, será que vai dar pa saber o sexo doutora? – Luan perguntava todo entusiasmado

- Se eles deixarem, sim

- Eles vão deixar, o papai ta aqui né filhos, vá deixa ver – passava a sua mão

- temos aqui uma menininha papais

Olhando o televisor, percebendo onde estava a menina comecei a chorar de alegria junto com Luan.

- Uma guria – Luan limpava as lágrimas e beijava-me – vai ser linda igual tu minha vida – sorria - tira o pezinho de sua irmã – reclamava com a outra criança

- esse eu acho que é menino , mas essa menina aí é teimosinha eim?! Não deixa ver direitinho – a medica dizia

- vamo ver é igual a mãe – Luan piscou-me o olho  e beijou a minha testa

- Pára amor, eu nem sou tao teimosa assim tá?

- claro que não – falou irónico

- é isso mesmo é menino sim, um casalinho papais – a medica falou limpando a minha barriga

- awn que lindoo ahaha amor um casalinho – disse Luan beijando a minha boca

- estou tao feliz minha vida – olhava-o nos olhos – eles são a prova de que o nosso amor é capaz de vencer todos os obstáculos, todas as barreiras. Agora somos apenas um, meu pequenino – acariciei sua cara e beijei-o

- Um não! Dois ahahah – Luan sorria – amo-vos meus nenes lindos – passou a sua mão sobre a minha barriga beijando-a sucessivamente.

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"Duvida da luz dos astros, De que o sol tenha calor, Duvida até da verdade, Mas confia em meu amor."
William Shakespeare

Capitulo Quarenta e Três!

Em Portugal, ocupava alguns dos meus dias na praia, a ver o mar, a falar com as estrelas… tudo para que nada me fizesse lembrar ele! Impossível era isso acontecer, na água via reflectido o seu rosto, o vento trazia-me o seu cheiro, a cada passo que dava suas palavras eram lembradas. Outros, ficava por casa a ver televisão, senti alguns dias alguns enjoos mas nada que um respirar mais fundo não resolvesse. Durante dias resisti a tentação de atender todas as suas chamadas, mas meu coração falava mais alto e num dia atendi.

Ouvi a sua voz e o meu peito chorou de saudade mas consegui lhe dizer que seria melhor nos mantermos separados mesmo que a minha vontade fosse a contraria. Naquele momento o que mais queria era correr ate ele e o abraçar, era poder sentir o seu calor, o seu beijo, mas na mente vinham aquelas imagens horrendas.

Chegou o fim de semana e com ele a saudade mais intensa. Ouvi a campainha e algo me mandava correr até lá. Sem eu mesma me aperceber o que me comandava corri ate a porta e quando a abri, vi os olhos mais brilhantes, o sorriso mais lindo… A minha vontade era pular naquele colo que me mantinha segura mas recuei.

- que fazes aqui? – perguntei

- posso? – perguntou

- claro… entra- fechei a porta e segui até o sofá

- Íris precisamos de falar, ce num acha? – segurou a minha mão

- acho q já te disse tudo

- Mas eu não, se importa de falarmos no seu quarto? – Luan falou olhando a minha  irmã sentada no outro sofá

- não, acho melhor aqui

- então vem comigo – puxou-me para a porta

- onde?

- caminhar por ai - respondeu

- ta deixa-me so vestir um casaco – subi até ao meu quarto

- Quero que saiba que nada daquilo é o que parece – Luan começou a se explicar enquanto caminhávamos – Preciso que acredite em mim íris, eu estou falando sério! Eu sei que depois do show fui com a equipe para uma balada, como faço algumas vezes, aí chegam umas meninas e me pedem um abraço e começamos a falar aí eu não sei .. eu não lembro de mais nada – agarrou as minhas duas mãos colocando-se na minha frente

- Luan, eu pedi-te para não falarmos mais nesse assunto, olha esquece o que tivemos vai ser melhor – senti o meu coração apertar e as lágrimas querem aparecer

- Não consigo, não quero… tu acha que esquecer um amor é fácil? Não é íris eu te amo de verdade. Preciso que me perdoe .. eu juro que não queria fazer isso – sentou-se na minha frente puxando pelas minhas mãos e começou a cantar:..
Voce ainda nem me disse 
Por que tudo terminou 
Admita, nada fiz de tão errado 
Eu te amei bem mais que tudo
 Só Deus sabe como
 Te amei e foi demais te amar 
Se você pensar um pouco 
E parar pra reflectir 
Não pode esquecer de mim
A relva, as flores, a roupa, detalhes 
O vento, a brisa, o frio, o orvalho 
Eu não vou te esquecer, não vou
 Te esquecer é impossível, meu amor…

Escutava-o e ao mesmo tempo sentia o meu coração acelerar e a não querer responder ao que a minha cabeça mandava, olhava os seus olhos perfurando os meus como se neles estivesse escrito o quanto nos amávamos, as minhas pernas contrariavam o que eu mandava .Colei um dos meus dedos na sua boca e puxando-o a te mim beijei os seus lábios. A saudade falou mais alto que a possibilidade de nos mantermos afastados, o coração gritou dizendo para desfrutar do amor que nos unia…

- perdoa-me? – perguntou-me com uma lágrima descendo no seu rosto

- Não tenho nada para perdoar… todos nós erramos. Pensei que a distancia seria a melhor solução para te esquecer mas é impossível… Não consigo o fazer. Não sei viver sem ti, Amo-te mais que a minha vida Luan – saltei para os seus braços e sucessivamente selava os seus lábios.
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"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
Carlos Drummond de Andrade

Capitulo Quarenta e Dois!


#LuanOn:

Esperei a chamada delas ou da íris porém esta não chegou. O dia passou e no outro tentei ligar várias vezes, como era semana com certeza elas haviam de estar na escola ou no trabalho. Aguardei pela noite mas antes de começar od shows ninguém me havia ligado. Tentei ligar para a Íris vezes sem conta mas era sempre desligado. Em baixo, fui para mais um concerto. Não estava como nos outros dias que a felicidade transbordava de mim , mas só as minhas negas conseguiam que a minha alegria viesse quando despedaçado estava o meu coração.
Cheguei no camarim e corri ao celular onde estavam duas sms e um monte de chamadas da Vanessa e da Catarina. Ambas as sms diziam “liga-me por favor”. Tentei contacta-las mas ninguém atendia. Estava a ficar desesperado porque não conseguia ligar com elas e confesso até um pouco irritado. A noite acabou por fazer com que adormecesse e no dia seguinte acordei bem cedo, peguei o celular e digitei uma sms :

“Íris, preciso de falar com você! Me atende por favor… eu te imploro! Pára de ser marrenta e acredita em mim. Eu não sei como aconteceu aquilo eu juro! Me liga e não esquece que eu te amo <3 beijo Luan”

Sei o quanto ela é orgulhosa mas minha esperança foi mais forte que eu. Depois de enviada liguei para Vanessa que finalmente me atendeu

- Oie Nessa, desculpa te ligar esta hora, mas tava difícil consegui nos contata

- Ola Luan, não faz mal … Luan tentamos falar com a Íris mas como a conheces bem sabes o quanto ela é teimosa

- é sei sim… tentei lhe ligar mas o telemóvel é desligado para além de demorar algum tempo a chamar

- pois… Luan ela não está cá, por isso essa demora para chamar

- oi? Ta onde então?

- ela foi pra Portugal, eu e a Catarina tentamos impedi-la mas ela foi na mesma…. Ela disse que precisava de pensar no que ia fazer da vida dela

- Não pode, ela tem de volta – comecei mexer no meu cabelo – Sabe onde ela tá?

- não, ela não nos disse …. Mas pergunta a Catarina ela deve saber se ela ainda mantinha o apartamento dela lá no porto ou então deve saber onde ficava a casa dos pais dela.

- tá certo, eu vou liga então, brigada Nessa, beijinho – despedi-me

- tá Luan, beijo.

Desliguei a chamada e retomei para a Catarina que logo me atendeu

- Catarina, preciso de saber se você sabe se a Íris ainda mantinha ap lá no porto, sabe? – perguntei logo q a chamada foi atendida

- Oi Luan, não sei … eu acho que ela alugou mas tenta ligar pra casa dos pais dela

- eu não tenho numero, me passa?

- não tenho também…

- você sabe onde fica a casa deles? – perguntei nervoso

- sim, eu  passo-te a morada, tens papel aí?

- Não pera aí que vou busca …. Pode dizer.

Catarina passou-me o endereço e depois de lhe agradecer desliguei a chamada. Liguei para Dagmar perguntando sobre a minha agenda, e a ideia de ir ter com ela a Portugal foi imediatamente cancelada. Tinha a minha agenda completamente cheia e não dava sequer tempo para a visitar lá. Tentei mais vezes me ligar com ela e numa noite consegui, finalmente, que ela me atendesse.

- sim – ouvi a voz dela

- íris, precisamos de falar

- não temos nada para falar Luan, não te preocupes esta tudo bem, não guardo rancor nem sequer ódio de ti muito pelo contrário, tenho apenas de te agradecer todos os momentos lindos e maravilhosos que passamos juntos mas agora é a hora de cada um viver a sua vida, acho melhor assim

- Pára íris não fala isso, eu te amo. Preciso de você do meu lado, preciso do seu sorriso, do seu toque … não faz isso não

- Talvez seja melhor assim Luan… vou deligar, beijo

. não… não desligaa… - a chamada foi terminada. As lágrimas começaram a escorrer pela minha face e no coração senti um aperto enorme.

Enfim, um fim de semana vago e nem hesitei em colocar alguma roupa numa mala e ir direto ao aeroporto. Entrei no primeiro avião que vi o destino Portugal. Cheguei a lisboa e de lá fiz transbordo para o porto. Não sabia bem o caminho até casa de seus pais, mas no táxi que entrei dei o endereço e no GPS ele colocou. 

Cheguei  na porta e meu coração acelerou de uma maneira que nunca havia sentido, senti as minhas pernas estremecer como nunca antes. Toquei na campainha e depois de algum tempo esperando, alguém abriu a porta.

#Luan Off
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"Palavras são perdidas, promessas são esquecidas, papéis e cartas apodrecem, mas o verdadeiro amor é o que permanece..."
Jonathas Hardy

Capitulo Quarenta e Um!


 Uma invasão de noticias do Luan invadia a minha home. Resolvi carregar no twitter de uma das revistas abrindo-a.
“Luan Santana beija morena no bar” – era o titulo.

Abri a noticia e o site estava completo de fotos do Luan beijando uma rapariga que, ao inicio pelo titulo pensava ser eu, mas ao abrir as fotos essa suposição transformou-se num pesadelo. Luan tinha-me traído no dia a seguir ao pedido de casamento? As lágrimas persistiam em cair mesmo sem que eu as mandasse. Fechei automaticamente a tampa do portátil e na cama deitei-me agarrada ao travesseiro. No pensamento não saiam as suas palavras de amor que havia me dito dias anteriores ao mesmo tempo que todas as imagens da revista passavam.
Horas passaram e na porta ouvia bater, sabia que eram as minhas amigas mas naquele momento não queria ver ninguém, fechei-me no quarto como se alguém pudesse entrar no apartamento, e com a musica no volume máximo agachei-me encostada na porta e com as mãos na cara desatava a chorar perguntando-me o porque de tudo aquilo, o porque de ele me ter feito aquilo, se realmente tudo era verdade ou não passava de mais uma das mentiras das revistas, as fotos, os textos, as palavras… tudo insistia em permanecer na minha mente.
Ouvi bater na porta do quarto e a voz que eu não queria ouvir fez soar. Era Luan o único que possuía chave do apartamento que a pedido de Catarina e Vanessa, logo veio.

- Amor abre a porta – pedia

Ao ouvir a sua voz não sentia mais nada além da raiva de tudo o que me tinha feito, limpando as lágrimas consegui disser

- não vou abrir, sai daqui por favor – comecei de novo a soluçar

- Íris abre por favor – ordenava- que se passa? Tou ficando preocupado

- Agora preocupas-te? Luan sai daqui não te quero ver mais por favor

- íris eu vou arrombar a porta – avisava – sai daí …

- Não!

- íris, abre a porta amiga – Catarina dissia

Limpei as minhas lágrimas rudemente e levantei-me. Abri a porta e saí olhando-o nos olhos

- Já sai – dissia

- meu amor, que te deu pa ficar trancada, vim correndo aqui quando elas me ligaram avisando q n abria a porta e a musica estava alta, fiquei preocupado com você minha vida – em direção a mim abriu seus braços, abraçando-me. Tentou me dar um beijo, mas desviei.

- Que se passa? – perguntou confuso.

- Bem nós vamos dar uma volta né Catarina? – Vanessa falou abraçando Cate e dirigindo-se para a porta de saída.

- Já viste que estou bem, agora já podes ir – falava rude

- Não to percebendo o porque d estar a falar assim comigo

- Não sabes? – comecei a rir- Pára de ser ingénuo e sai daqui! – Comecei a empurra-lo para a porta quando ele me ataca com seu beijo.

- Pára de brincar comigo, Luan – senti as minhas lágrimas se soltarem – pensas que dizes-me todas aquelas palavras e depois quando estás longe fazes tudo menos aquilo que me prometes? – soluçava

- que coisa? Íris eu te amo

- Será que amas? Luan e ontem? Disseste-me que tinhas um show e hoje de manha vou à internet e noticias tuas estão espalhadas por tudo quanto são sites e revistas, fotos tuas a beijar outra rapariga, Luan pensas que sou o que? Um brinquedo que usas e quando te cansas deitas fora? Luan isso dói entendes? – gritava com ele – Disse-te tantas vezes para seres sincero comigo, que ia entender se algum dia não quisesses mais, mas assim? Ontem pediste-me em casamento e no mesmo dia trais-me? Luan, Chega! Sai daqui, e faz-me um favor não venhas mais aqui! – empurrei-o

- Pára íris – tentava falar – PÁRA! – gritou – me deixa explicar por favor – agarrava os meus braços e me olhava

- Não quero ouvir entendes? Aceito tudo menos que me traias e muito menos que me mintas- soltava-me- Lembras-te que quando começamos a promessa que fizemos um para o outro foi de nunca mentirmos? Que as noticias podiam ser más mas sempre saberíamos um pelo outro. – fechei-lhe a porta e descendo sobre a porta comecei a chorar.

- íris abre – senti-o soluçar – me deixa explicar por favor, não é nada do que você pensa, Abre!

#LuanOn:

Sem nenhuma resposta por parte dela, tentei de tudo sem que ela me respondesse. As minhas lágrimas insistiam em caír e cabisbaixo dirigi-me até à porta de entrada onde se encontravam Vanessa e Catarina.

- que se passa Luan? – Catarina chegou até mim, me limpando as lágrimas

- nada não meninas, deixa, eu vou indo ta? Beijo- saí de perto delas, enfiei-me no carro e sem saber para onde comecei a dirigi parando numa praia deserta. Saí do carro e em cima de uma rocha sentei-me agarrado à minha face – porque? Porque isso agora? Te amo tanto Íris – meu coração apertou – eu juro que não era isso que eu queria – falava comigo mesmo.

Caminhava areia fora quando no meu ombro sinto alguém

- oi – falei com a cabeça botada para baixo e enxugando as lágrimas

- Luan, que se passou podes falar – Vanessa e Catarina tinham me seguido

- ela lá – respondi – ela não acredita em mim. Eu sei que as fotos falam por si mas eu não sei o que se passou, acreditem em mim por favor, eu depois do show lembro que fui com a galera da equipe até uma balada, estava me divertindo como sempre faço, aí depois chegou umas meninas que me abraçaram e tal e começaram a falar comigo aí depois eu não lembro de mais nada não – explicava-me com esperança que elas me entendessem

- Mas Luan, sabes que é difícil, está espalhado por tudo quanto é internet – Catarina dissia – e as fotos como explicas?

- Eu não sei … nem lembro das fotos e muito menos de ter beijado ela é serio meninas…. Eu amo por demais ela!

- A gente vai tentar falar com ela, agora anima-te – Vanessa beijou a minha face – ate já, depois ligamos-te ou quem sabe seja ela mesmo a te ligar – piscou-me o olho e depois de Catarina se despedir de mim saíram as duas.

Caminhei mais um pouco levando com o soprar do vento em minha cara, e depois fui ter com a equipa.

#LuanOff

Encontrava-me no sofá olhando todas as nossas fotos e ouço a campainha. Espreitei pelo buraquinho da porta e vi que eram minhas amigas.

- Ola meninas

- Ola Íris como estás? – Respondeu Catarina

- Íris onde vais? – Vanessa antecipou-se ao olhar algumas malas que estavam ao lado da porta do meu quarto

- Vou até Portugal amores, preciso espairecer um pouco, pensar um pouco… na verdade preciso de esquecer tudo o que se passou e mentalizar-me que é hora de retomar a minha vida. Passarei um mês eu acho, pedi para que as minhas férias fossem seguidas e mais antecipadas… inventei uma historia confesso. Mas eu preciso deste tempo para pensar no que vou fazer da minha vida – explicava.

- Calma Íris, não estás a ser demasiado precipitada? – Perguntava Catarina

- Talvez sim, talvez não… não sei amigas – abraçei-me a elas- só não quero sofrer mais entendem? O Luan era tudo para mim e na altura que pensei estar finalmente a minha vida a realizar-se ele faz-me isto?

- Íris é melhor vocês falarem, deixa ele te explicar o que se passou, pelo que ele disse tu nem o deixas-te falar – disse Vanessa

- Explicar? O que ele vai dizer perante estas fotos? – apontava para o ecran- que foi a menina que o beijou como já me disse uma vez?

- Íris deixa de ser teimosa e vai falar com ele antes de ires – ordenavam

- Não vou, desculpem, mas eu não vou fazer isso. – levantei-me e olhei o relógio – amigas, será que podem de vez enquanto olhar aqui o apartamento enquanto vou para Portugal? Eu desliguei tudo, gás, água e alguns electrodomésticos também, mas sei lá, acho que ficava mais descansada se vocês viessem ver se estava tudo bem – sorri

- Claro amor, nós vimos aqui algumas vezes – Disseram enquanto pegavam as chaves

- Bom, vou ter de ir o meu avião deve estar a chegar – abraçei-as – obrigada por tudo meus amores, adoro-vos muito, beijo.

Despedi-me delas e entrei num táxi que me levou até ao aeroporto. Entrei no avião e à medida que começava a andar lágrimas escorriam pela minha cara. Seria o final desta etapa da minha vida agora? Seria que tudo que pensava ser um sonho acabou em pesadelo? Perguntava-me a mim mesma sem encontrar a resposta.

Em território português, saí do avião e fui até casa dos meus pais. Abraçei-os tao forte, estava a morrer de saudades deles. Minha mãe apercebeu-se do anel que trazia no dedo mas sem me perguntar nada, apenas me abraçou. Era mão e o seu instinto não a enganava. Era incrível como todas as mães são capazes de nos perceber sem que emitamos alguma palavra.

No quarto, liguei para Catarina e Vanessa a confirmar a minha chegada em Portugal.

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"É difícil dizer adeus, quando se quer ficar. É difícil sorrir quando se quer chorar, mas difícil é ter que esquecer quando se quer amar."

sábado, 13 de outubro de 2012

Capitulo Quarenta!


Demorou alguns minutos e chegou carregando consigo um sorriso enorme e radiante e nas suas mãos dois flutes e uma garrafa de champanhe.

- Pega – disse depois de encher os dois copos e passou para a minha mão um deles.

- vamos brindar ao que? À nossa felicidade? – sugeria

- a isto- ajoelhou-se na minha frente e do bolso das calças tirou uma pequena caixinha toda enfeitada. Ao abrir pude ver duas alianças entrelaçadas -  quer casar comigo amor? – a sua respiração fazia-se ouvir

- ah? –  saiu perante aquele pedido inesperado

- se não quiser… eu vou entender não se preocupa, talvez tenha sido mermo precipitado – começou a fechar a caixa – eu so queria te mostra o quanto você é importante para mim, unindo-nos para sempre. Mas talvez seja cedo demais

- txiuuu – interrompi-o com o meu dedo sobre a sua boca, e meus olhos invadiram-se de lagrimas – eu aceito

- ah? Fala de novo? – abriu o seu sorriso

- eu aceito casar contigo meu amoooor – disse soletrando cada palavra

Luan levantou-se e abraçado à minha cintura levantou-me no ar e começou a girar em volta de si mesmo, nos seus olhos surgiram lágrimas de alegria e no seu rosto um sorriso capaz de invadir até os peixes debaixo da água.

Trocamos as alianças de compromisso, sem tirar a aliança de compromisso de fã-idolo que já possuíamos.

- Eu te amo minha vida- passei a mão sobre os seus cabelos e nos seus lábios selei os meus
Luan agarrou a minha cintura e respondendo ao meu beijo começou a desapertar cada botão que a minha camisola possuía atrás, beijava o meu pescoço enquanto desapertava o botão das minhas calças… tirei a sua camisola e sobre mim Luan foi-se deitando lentamente.  A minha boca beijava seu pescoço enquanto as minhas mãos percorriam todo o seu corpo… contornando a sua cintura beijava o seu tronco sentindo todo o seu corpo estremecer. E assim, entregamo-nos um ao outro fazendo que nossos corpos fossem um so unido pelo nosso amor.

Invadidos pelo cansaço acabamos por adormecer sob as estrelas testemunhas do nosso amor. A madrugada fez-se surgir com os raios radiantes do sol acordando-nos.

- Bom dia princesa – beijou-me

- Bom dia principe – respondi

- tem fome? – perguntou sentando-se

- por acaso ate tenho, tu roubas-me a energia toda – mordi o meu lábio inferior

- ahahaha doidinha safada – botou a língua de fora e seguiu ate a entrada do iate.

Arrumei toda a bagunça que tinhamos feito durante a noite, vesti a sua camisola e dobrando a manta em que dormimos dirigi-me até à entrada do barco.

- uuuuuuuuuuuuuiiiiiii que sexy ahahaha – comecei a troçar dele ao ve-lo apenas de boxers e com um avental na sua frente

- não brinca ta? Ate que estou gostoso, ce não acha? – passou as mãos sobre seu tronco – vai dizer que nunca sonhou com um namorado assim de avental sem camisola te fazendo o café da manha? – levantava sucessivamente as sobrancelhas e sorria

- não por acaso nunca – botei a língua de fora – e segui ate ao sitio onde era para colocar a manta

- o vem ca! Não pode ser assim não … Mô gosta de creme de abacate?

- ah? – perguntei sem ouvir que ele tinha dito – o q dizes-te?

- se tu gosta de creme de abacate – gritou

- não sei … nunca provei – disse caminhando ate ele que se encontrava em frente ao balcão

- vai gostar então… vai ver

- sera? – agarrei-o por trás

- não faz assim não – pousou o abacate no balcão e virou-se- assim fica difícil resistir eim? – sorriu e beijou-me

- quem disse que era pa resistir? – selei o canto dos seus lábios e saí deixando-o a olhar para mim.

- safada muiÊ essa rapaiz

Sentei-me numa das cadeiras que haviam no iate e pouco tempo depois Luan chegou com o seu suco de abacate e um monte de comida a acompanhar. Tomamos o pequeno almoço e depois de tudo arrumado a rotina iria começar de novo. O telemóvel de Luan já havia tocado para lembrar do show que iria dar naquela noite numa cidade um pouco longe de londrina. Partimos e depois de arrumadas as coisas em sua casa, fomos até ao aeroporto em que Luan partira durante mais algum tempo. Era completamente doloroso as despedidas mas nada era mais importante que os projetos de nossas vidas e ambos compreendíamos isso. Olhei pela janela do bicuço, o seu olhar e na minha face começaram a surgir algumas lágrimas. O avião começou a andar e na janela Luan desenhou com as suas mãos um coração apercebendo-me dos seus lábios dizendo “Te VivO”. Atirei um beijo em sua direção e o avião levantou voo.
Voltei ate minha casa  e depois da sua chamada avisando da realização da twitcam que tínhamos falado para contar a suas fãs do novo “estado civil” aprontei todas as pastas que iria levar para o infantário no dia seguinte. Eram 19.00 e a twitcam começa. Luan fala para suas negas sobre o noivado e imediatamente seu twitter e o meu é invadido de mensagens de apoio. Acabada a twitcam e depois da sua chamada adormeçi acordando no dia seguinte para mais uma semana cheia de trabalhinho e aulinhas.
Chega a sexta feira e as minhas amigas , Catarina e Vanessa, parecem em minha casa para irmos ate a balada. Não hesitei e fui com elas. Estava a dançar e de repente sinto umas tonturas. Corri até à casa de banho e sem me aperceber tudo fica escuro.

- Íris! – catarina chamava-me – íris acorda! - Ouvia a sua voz ao longe, mas pouco tempo depois vim a mim levantando-me

- estas melhor coração? – Vanessa perguntava-me

- que se passou? – questionava Catarina

- não sei …. Estava a dançar e senti uma tontura depois vim a casa de banho e sei que vi tudo escuro, não me lembro de mais nada

- mas já estas melhor – ambas petguntaram

- sim… acho que sim – sorri- vamos?

- a onde? Tas maluca? Vais masé para casa descansar – Catarina reclamava

- não é preciso eu já estou bem

Elas insistiram e levaram-me ate casa, deitei-me sobre a cama e acabei por adormecer. Sábado chega e pela manha resolvo entrar no twitter. 

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"Quando você sentir vontade de chorar, não chore. Pode me chamar que eu choro por você.
Quando você sentir vontade de sorrir, me avise que venho para nós dois sorrirmos juntos.
Quando você sentir vontade de amar, me chame, que eu venho amar você.
Quando você sentir que tudo está acabado, me chame, que eu venho lhe ajudar a reconstruir.
Quando você achar que o mundo é pequeno demais para suas tristezas, me chame, que eu faço ele pequeno para sua felicidade.
Quando você precisar de uma mão, me chame, que a minha é sempre sua.
Quando você precisar de companhia, naqueles dias nublados e tristes, ou nos dias ensolarados, eu venho, venho sim.
Quando você estiver precisando ouvir alguém dizer: EU TE AMO! Me CHAME que eu digo a você a toda a  hora, pois o meu amor é imenso".




Capitulo Trinta e Nove!


“ Onde estais? Eu e a Nessa estamos aqui em baixo … esqueceste do almoço que tínhamos marcado? o.O”

- Quem é ?- Luan perguntou assim que abri a sms

- a Cate amor…Luan esquecemo-nos do almoço com elas

- fala pra elas que agora não podemos- começou a rir
.
- tas a brincar? Luan odeio quando marco uma coisa e depois esqueço dela ou surge algo que me impossibilita de ir

- Calma nervosinha…. Fala a verdade ué, diz que a gente se esqueceu e agora estamos longe.

- vou dizer, pera aí… coitadas levantaram-se cedo, foram a até minha casa e agora não esta ninguém – escrevia a sms – fomos horríveis amor :x

“Não tem mal não te preocupes… já calculava que não estivessem aqui ^^ e mesmo sem saber o destino DIVIRTAM-SE”- recebi em resposta.

A viagem demorou algum tempo ate que chegamos num local onde existia em volta o verde de uma natureza esplêndida! Era simplesmente inexplicável toda aquela paisagem! Existia uma pequena cachoeira no meio, em qua a agua escorria sobre as escarpas com uma suavidade única. No ar, ouviam-se apenas o chilrear dos pássaros e o barulho do soprar do vento por entre os ramos das arvores.

- vamo? – Luan puxou a minha mão e conduziu-me ate perto da água

- nem penses… eu não trouxe outra roupa – recuava

- não precisa de fugir que eu não vou morde, sua boba – agarrou-me e começou a tirar o meu casaco enquanto sugava os meus lábios. Senti todo o meu corpo ser invadido por um sentimento que só ele era capaz de me fazer sentir, senti um arrepio que me fez estremecer a cada passagem de suas mãos acariciando- me. Luan começou a caminhar lentamente sem nos separar quando num instante senti toda aquela agua gélida em mim..

- Luan??!- reclamei com ele depois de ele nos atirar à agua

- ahahaha, viu como veio na água? – gargalhava

- parvo! e agora? Não temos roupa, vamo-nos constipar trenguinho.

- dexa pra lá, vem ni mim vem- começou a nadar em minha direção .

Deixei-o vir ate mais próximo e quando senti as suas mãos me tocarem, empurrei a água para ele fazendo a sua visão turbar com ela.

- Assim não vale – falou esfregando os olhos

- e empurrar-me vale? – botei a língua para fora

- vai so ver… - mergulhou durante algum tempo fazendo-me desesperar perante a sua tamanha ausência. 
Procurava-o em todas as direções daquela lagoa enorme quando pelo meio das minhas pernas sinto-o fazendo-me levantar e cair de novo na água…

- idiota!- mandei-lhe agua- quase morri aqui à tua procura

- viu… quem manda ser assim mazinha comigo? – envolveu a minha cintura e afastando os meus cabelos molhados, marcou o meu pescoço com um “chupão”.

- au, magoaste-me- falei com voz de bebe

- minha fofinha, sabia que te amo tanto? – falou serio

- amas mesmo?

- Claro que sim minha muiê linda, amo-te como nunca imaginei poder amar alguém, estou a falar muito serio Íris, a cada dia que passa tenho a certeza de que tu é a mulher certa para me acompanhar até a morte nos leve e trate de nos separar

- Vivo-te! – começamos a beijar-nos e ali mesmo no meio da agua mais uma vez nos entregamos ao sabor do amor.

Chegada a noite, Luan levou-nos até um restaurante ali perto e depois de acabar vendou-me os alhos com uma das suas camisolas e sem me dizer onde me levava, conduziu-me até um caminho onde o vento se fazia sentir de maneira a sentir o meu cabelo balançar e as roupas esvoaçarem.

- ta pronta? – falou no meu ouvido

- nervosa - confessei .

- não precisa, quando disser três pode tira- começou a contar

No três, tal como ele me avia dito retirei a venda e estava perante um mar enorme com um ceu estrelado e no meio da agua um navio branco enorme.

- Gostou? – perguntou-me abrindo os seus braços perante o iate.

- amei meu anjooo – agarrei-o e beijei-o

- que bom que gostou, vamo entra?- puxou-me ate perto do iate e para entrar pegou-me ao colo calcando-o pela primeira vez com o seu pe direito

- foi de pe direito, pa dar sorte a nós – sorriu e entrou dentro da porta do navio

- awn que lindo – fiquei perplexa ao ver tamanho luxo

- é eu amei tambem… por isso eu te trouxe aqui – pousou-me e abraçou-me forte

( ligue a musica Eu e Voce de Fernado Zor)

Começou a beijar-me e levou-me até à parte de cima do iate.

- deita aqui – deitou-se e apontou para o seu lado

Sem responder, olhei nos seus olhos e deitei-me sobre o seu braço estendido e pousei a minha mão no seu peito.

- já viu como o céu esta brilhante? – Luan falou massageando os meus cabelos

- esta tao lindo … Sabes estas estrelas todas que estão no céu? Não chegam para dizer o quanto sinto por ti…. Mas estás a ver a maior estrela? A que brilha mais? – apontei   

-aha – confirmou

- essa, quando não estiver ao pé de ti vai estar aqui para saberes que quando a procurares e me chamares estarei do outro lado para te responder

Sem me responder  olhou-me profundamente e pouco a pouco aproximou-se de mim dando-me um selinho seguido de um beijo como se aquele fosse o último de nossas vidas…um beijo lento…carinhoso…intenso. Finalizando o beijo, perfurou o meu olhar com o seu e da sua boca ouvi um “Te Amo” retomando o beijo.

- já volto meu amor – saiu

- vou te esperar vida!- sorri

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"Amar é ter o céu e querer apenas uma estrela; amar é ter o oceano e querer apenas uma gota; amar é ter o universo e querer apenas uma pessoa: você" 
Jonathas Hardy


Capitulo Trinta e Oito!


Dominada pelo trabalho tanto da faculdade como a preparação das tarefas para dar aos meus meninos do infantário, eram poucos os dias que ir à praia ou à balada eram possíveis. No entanto, com a chegada da Vanessa e, posteriormente, da Catarina ao Brasil divertir-me era algo que fazia mais vezes, mesmo que sair à noite era algo que deixava Luan um pouco chateado e preocupado mas percebia o quanto me fazia bem, e a confiança era o segredo da nossa relação.
Junho chegou e com ele duas semaninhas de férias de Luan. Ouvi a porta do apartamento abrir e comecei a correr até ele.

- Que saudades meu amor – saltei para o seu colo e abraçei-o

- minha vida, já estava morrendo – senti o aperto mais forte do seu abraço – como você esta? Deixa eu olhar aqui – pousou-me sobre o chão e afastou-me observando-me de cima a baixo

- Assim deixas-me envergonhada

- deixo nada, agora não posso ver se ta tudo como deixei não?

- ahaha és tão doidinho, claro que podes vê ai então – girei e lancei as minhas mãos pelo meu corpo

- sou doidinho mesmo, mas por você sabia? – puxou-me pela cintura e colou os seus lábios nos meus como só ele sabia. Fazia-me subir nas nuvens e não voltar à terra durante todo aquele momento. Seu beijo era único, inesquecível, capaz de me fazer esquecer de tudo o que nos rodeava existindo apenas ele e eu…

Os dias foram-se passando, Luan ficou durante aquelas semanas em minha casa visitando todos os dias seus pais e amigos, à noite ou por vezes durante a tarde ficava no twitter observando o que se passava por lá, outras vezes resolvia dar um “oi” e aí a euforia começava. Às quintas e sextas à noite era dia de festa em que juntávamos todos os nossos amigos ou no meu apartamento ou na sua casa e depois seguíamos até alguma balada ali perto.
Chegou Sábado e Luan, ao contrario da semana passada, não quis convidar ninguém para juntos nos divertirmos.

- que tens? – perguntei

- nada não mô, so quero ficar aqui com você.

- Luan, não te estou a conhecer, fala o que tens por favor

- Não se preocupa linda, vamo dormi?

- Não estou a gostar nem um pouco de te ver assim, mas sim vamos – abracei-o pela cintura e ele envolveu seus braços sobre o meu pescoço.

Em direção ao quarto, Luan beijava todo o meu pescoço e pouco antes de entrar pegou-me no colo mantendo-se unido a mim. Sobre a cama deitou-me lentamente permanecendo sobre todo o meu corpo. Senti as suas mãos apoderarem-se de todo o meu físico, entregando-nos um ao outro.
Eram 07.00 da manha quando sou acordada por um beijo e o correr de uma das suas mãos por todo o meu braço.

- Bom dia, Linda – beijou o meu rosto

- humm- resmunguei

- vem levanta preguiçosa

- ainda é tao cedo Luan- olhei o relógio do telemóvel- vem amor deita aqui um bocadinho – puxei a sua mão colocando-a por baixo do meu rosto pousado sobre o travesseiro.

- Não… hoje já temos onde ir – com a mão que eu havia colocado sob a minha face virou-me para ele e selou os meus lábios.

- chato – reclamei.

-sou um chato bonito tu não acha?- levantou uma das sobrancelhas

Botei a língua de fora em direção a ele e corri até à banheira deixando-o a olhar para mim.

- hey eu tinha chegado primero – franziu a testa

- demoras-te meu filho- pisquei o olho e corri as portas da cabine de duche – agora já estou eu , vais ter de aguardar

- vou nada, pera aí – começou a despir-se e abriu as portas – chega pra lá

- sai daqui- comecei a mandar água para ele.

- saio não muiê safadinha- pegou-me por trás e agarrou o meu cabelo fazendo a minha cabeça cair sobre o seu peito e me invadiu com toda a sua boca.

- Luan…- interrompida com os seus beijos, consegui dizer – é melhor pararmos por aqui não achas?- mordi o meu lábio – já estávamos atrasados lembras-te? Tu é que me disses-te isso :p

- E verdade… vamo! – pegou o chuveiro e começou a deitar água por ambos.

Vestimo-nos e depois de Luan colocar um pouco de comida da dispensa e do frigorifico numa saca, fechou a porta de apartamento e puxou-me até ao parque de estacionamento.

- Luan, vamos no teu carro?

- vamo sim amor, tem medo é? – fechou a mala e abriu a porta do meu lado

- não, claro que não … mas vão nos conhecer amor

- não se preocupa, esta tudo controlado – disse sorrindo

- Brigada – agradeci e esperei ele entrar do outro lado- onde vamos?

- a um sitio que tenho certeza vai amar- olhou-me e iniciou a marcha.

NEGA CHEGA JUNTO – sinal de sms no meu telemóvel.

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"Não preciso me drogar para ser um gênio;  Não preciso ser um gênio para ser humano;  Mas preciso do seu sorriso para ser feliz."
Charles Chaplin

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Capitulo Trinta e Sete!

A introdução é dada e no centro do palco aparece a correr a estrela mais radiante. Fascinante era poder assistir toda aquela alegria vinda dele, ver os seus olhos brilharem perante a multidão eufórica ... sem dúvida o palco era a sua vida!

Luan começa a cantar todo o seu reportório de músicas e como é habitual quando chega a parte da música "Nega" se fazer ouvir, começa a chamar a menina que irá ser a sua nega naquela noite. Estava onservando todos os seus gestos de resposta às suas fãs quando nas costas sinto alguém me chamar.

- sim?! - olhei para trás - oi Rober, diz...

- vem comigo por favor

- onde- perguntei

- Já vai ver ... - segui a seu lado todo um caminho que já tinha percorrido até ao camarim e ao lado da porta havia uma outra cujo destino eu desconhecia.

Roberval abriu a porta e a voz de Luan tornava-se cada vez mais audível à medida que os meus passos aumentavam.

- Onde me levas? - questionei

- até onde o patrão me mandou ué - Testa sorriu

- Ai para onde esse safadinho me mandou levar? Olha que eu não estou preparada para surpresas

- Então acho melhor se prepara- disse enquanto puxava uma nova porta - Olha aí ....

Quando a porta se fez abrir vi todos os efeitos luminosos do palco invadirem-me e em minha direção Luan vinha dizendo-me " Vem cá vem minha nega". No momento em que o vi puxando a minha mão senti as minhas pernas congelarem ao mesmo tempo que um medo crescia em mim.

Senti o seu perfume intensificar-se, as suas mãos rodarem a minha cintura e num único movimento Luan colou o seu corpo no meu fazendo-nos balançar ao som da sua voz. Ao contrário de todas as outras apresentações, Luan demorou para me largar e depois de terminada a atuação, apresenta-me para toda uma multidão de fãs como a sua namorada oficial. Pude observar algumas das suas fãs admiradas não só pelo facto de termos demorado mais que o normal  mas também pelo facto de falarmos enquanto dançavamos.

Felizmente a chegada desta noticia não foi tao temerosa quanto imaginei ser porém, bastante surpresa. Os sorrisos largos se abriram, gritos se ouviram, palmas se fizeram escutar... Perante todo aquele momento surpreendente senti todo o meu corpo estremecer e os meus lábios se abriram fazendo surgir um sorriso largo, natural... instantaneo. Nos meus olhos cresceram as lágrimas de uma felicidade em observar que mais que um namoro, este era apoiado e compreendido pelos seus fãs. Abraçei-o forte e depois de falar algumas palavras dirigidas a suas fãs agradecendo todo o seu amor e o seu apoio, voltei até ao lugar onde permanecera.

O show continuou cheio de emoção e euforia e depois de terminar Luan voltou ao camarim todo suado.

- Meu amor, gostou da surpresa -perguntou limpando a sua cara e com um sorriso nos lábios

- Quase me matavas seu trengo - cheguei até ele e beijei a sua face - mas fiquei tão feliz por ver que as tuas fãs nos apoiaram... confesso que a reação delas era o meu maior tromento, sei o quanto elas são ciumentas e saberem que este namoro é oficial e ainda por cima apresentares-me assim na frente de todas.... mas foi tudo tão lindo!

- Eu sabia, tinha certeza que as minhas fãs de verdade ficavam felizes se eu estiver feliz e não me abandonaram por nada.

- Eu sei meu anjinho mas tinha algum receio ....

Luan tomou um duche rápido e voltamos até ao condominio onde iria ficar aquela noite. Despedimo-nos um do outro e , embora não fosse sua vontade, eu fui para o quarto de hospedes e Luan para o seu.

O dia amanheceu e ouvi a porta abrir... era Bruna toda feliz

- Oi minha linda - saí da cama e abracei-a

- Íris como foi ontem? - pulou na cama sentando-se

- O que?

- Ué a sua apresentação lá no show

- Tambem sabias e não me disses-te nada sua safada

- é eu sabia mas o xato do meu irmão pediu segredo, quase morri em não poder te falar

- ahahah fofa ;) foi lindo miga, no momento em que subi ao palco confesso que quase ia ter um ataque mas fui salva pelo abraço do teu irmão- pisquei o olho e sorri

- agora somos cunhadinhas - gritou pulando em mim

- parece que sim ahahah

Bruna permaneceu algum tempo ali e entre gargalhadas e partidas uma a outra, acabamos por ficar ali até à hora do almoço. Descemos a pedido de D.Marizete e como sempre Luan ainda dormia feito um anjo. Depois da comida na mesa um barulho se fez ouvir no andar de cima.

- íris vai ver que aquele garoto anda fazendo lá em cima - pediu D.Marizete

- Vou sim, vou só acabar de por este pão na mesa

- Ta - respondeu

Acabei e subi até ao quarto de Luan

- Posso? - perguntei na porta

- sim amor, estou aqui no banheiro

- então eu aguardo aqui

- Não, vem cá Íris, oh estou vestidinho - apareceu na porta do wc com o seu sorriso manchado de espuma

- ahaha meu doidinho, estás cheio de pasta de dentes

- limpa ué - passou para a minha mão uma das toalhas que tinha a seu lado

- a tua mão já tem o almoço pronto seu dorminhoco - beijei os seus lábios - anda estamos a tua espera - ia saindo quando ele puxa pelo meu braço

- vou já, oh falta só arranjar aqui o cabelo desse lado ... pronto, vamo!

Descemos e depois do almoço terminado era hora de conhecer o meu apartamento pessoalmente! Luan partiu para mais uma semana de concertos e eu fui até ao apartamento... Não era grande, como eu já sabia, e sobre a decoração não era exatamente o que procurara mas com o tempo tduo iria ficar como queria. Tinha uma sala normal mas muito acolhedora, haviam 2 quartos e uma cozinha bem do jeito que eu gosto, pequenina mas bem arrumadinha.

Fui até ao infantário onde tinha sido promovida e logo me forneceram o horario. Quanto à faculdade já estava no ultimo ano de licenciatura por isso o horario era bem compativel com o do infantario. Faculdade de manha e o infantário à tarde.

Passou o fim de semana e a nova rotina iria começar. Segunda feira tinha chegado e de manha cedinho levantei-me, fiz as minhas higienes e parti até à faculdade. O tempo de intervalo entre os dois "trabalhinhos" era pouco mas nada que algumas corridas até aos autocarros não resolvesse. Tudo estava a correr como planeara e a felicidade era notável em mim. Luan, contente com todas as realizações dos seus projetos, continua super atarefado. Vermo-nos tinha ficado cada vez mais complicado mas nada era mais forte que o amor que nos unia. Todos os poucos momentos que podíamos, entre corridas e pressas, encontravamo-nos e assim, meses se passaram...