quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Capitulo Quarente e Sete!


Tudo parecia correr demasiado devagar, os meus olhos insistiam procurar os de Luan e quando os encontravam tudo parecia andar mais rapido...

Depois de unis as nossas mãos direitas, Luan vira-se de forma a ficarmos frente-a-frente e segurando a minha mão esquerda olha nos meus olhos dizendo

- Eu Luan Rafael Domingos Santana te recebo por minha esposa a ti Íris Manuela Cunha, e prometo te ser fiel, te amar e te respeitar – senti o olhar encharcado de Luan invadir o meu já ensopado de tanta alegria que sentia – na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida – finalmente a aliança estava no local que lhe pertencia e depois d terminadas suas palavras Luan me olha e beija a aliança.

- Eu Íris Manuela Cunha …. – repetia as mesmas palavras q anteriormente Luan declarava - … prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença – As lágrimas escorriam teimosamente pela minha face – todos os dias da nossa vida – olhei-o profundamente e beijei sua mão.
Palavras acabadas, o senhor deu sinal a Luan e ele envolveu a minha cintura de jeito a que nossos corpos se colassem e juntou nossas bocas num beijo envolvente…único … o nosso primeiro beijo enquanto marido e mulher!

A cerimónia tem final e depois de todos nos abraçarem, seguimos até a casa que agora pertencia aos pais de Luan, onde tudo estava enfeitado e devidamente organizado… Senti as mãos de Luan circundarem a minha tamanha barriga e atrás de mim obrigava-me a caminhar

- Que lindoooo – soltei quando observei o quanto de coisas lindas existiam naquela sala, estava simples mas cada detalhe parecia que era feito especialmente para aquele local onde estava colocado… - Tu és um doidinho, sabias? – girei em seus braços e colocando as mãos sobre seu rosto, colei meus lábios nos seus

- Eu … Te … Vivo! – Soletrava

- Eu também meu amor, já não consigo imaginar a minha vida sem te ter do meu lado, já não consigo ficar sem ouvir a tua voz nem que seja à distância de um telefonema- olhava-o – simplesmente és a minha vida, xuxu – sorri e aproximei o meu nariz do seu de forma a que ambos se tocassem e de seguida senti os seus lábios procurarem os meus.

- Te amo te amo te amo – Luan repetia até que somos interrompidos pelo meu pai

- Oh aí meninos, tanto mel até dá diabetes – soltou mais um das suas piadas sem graça, porém conseguiu por toda a sala a rir desesperadamente.

- Pai, que piada linda tas a ver ? – soltei ironia na frase

- ao menos pus toda a gente a rir – respondeu prontamente

- Vamos sentar? – a minha mãe chegou na sala carregada com uma travessa

- vamo- Luan soltou a minha mão e seguiu até à  mesa – que vai ser o almoço sogrinha? – perguntava sorrindo enquanto abraçava minha mão

- podes parar seu graxista – minha mãe brincava

- Luan não adianta que dela não levas nada meu filho – botei a língua para fora

- já da filha eu levo tudo – levantou um dos ombros, cerrou os lábios fazendo biquinho e arregalou seus olhos em minha direção.

- Olha que eu não sei… pode ser que algo te corra mal – botei a língua de fora

- corre não, tu me ama demais – piscou-me o olho

- Será que amo? – levantei uma das minhas sobrancelhas e questionei ironicamente

- Claro que ama ué, eu sei disso – caminhou até mim abraçando os meus ombros enquanto beijava a minha testa

- Vê lá se não te enganas – sorri

- olha que to começando acredita – afastou-se e fechou o olhar

- Quem disse que não era pa acreditar  ah? – pegava com ele

- ta eu vou acredita então, fica aí desse lado que eu vou ficar desse – cerrou as sobrancelhas

- ces não acham que já é hora de tomar juízo, não? – D.Marizete chega

- é ela mamusca – Luan queixava-se – ela ta dizendo que não me ama unf

- ahahahah – gargalhei- tas a fazer queixinhas? És tão mauzinho – encorrilhei o nariz

- Sou não – falou amuado

- Pois não… tu és um doidinho lindo – caminhei até ele e o levantei da cadeira – fofinho, godo … que eu amo mais que a minha própria vida – puxei suas bochechas e o beijei

- Ta vendo, afinal eu tinha razão – botou a língua para fora

- nhaa – resmungava

- Boraaaa comeee – Bruna sentou-se

- Vamo! – Sr Amarildo finalizou

Todos nos sentamos e depois de terminar o almoço, a minha mãe ajuda D.Marizete na cozinha, meu pai sai com Sr Amarildo e Bruna vai ter com o seu amor. Luan puxa minha mão e sai a correr pela casa.

- Calma homem, olha que eu não posso correr tanto – reclamava com Luan

- Verdade – Luan parou e preocupado questionava-me – Ce ta bem amor? E nossos nenes, como tao se sentindo? – de orelha encostada a minha barriga tentava escutar – ces também não respondem poah!

- Xu eu estava a brincar tonto – belisquei seu tronco e comecei a correr

- me esperaaa – gritou e começou a correr atrás de mim

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"Aquilo de que se necessita para conseguir a felicidade não é 

uma vida cómoda, mas um coração apaixonado."

Josemaria Escrivá  


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