sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Capitulo Final!


Pouco tempo depois de Luan sair, enfermeira veio avisando que estaria na hora de botar os meninos para dormir no seu berçinho e eu deveria descansar também. Recebi uma sms de Luan avisando que já estava em casa e que sentia saudade de mim lá, porém sabia que estava bem e por isso me desejava a melhor noite. Respondi-lhe e logo o sono fez me fechar os olhos e só acordar no dia seguinte.

- Vem ca meu pequenino – peguei no Rodrigo ao colo pois seria hora de alimentar ele e minutos depois senti alguém entrar no quarto

- mãeee – chamei com os olhos invadidos de agua- que bom que chegaste – abraçei-a com o braço livre

- eu também filha, então como estão os meus netinhos? – passava sua mão sobre a carinha de Rodrigo enquanto meu pai beijava minha testa como sempre o fez

- tao bem, dormiram noitinha inteira, acordaram so agora para comer

- Olha que princesinha linda essa menina – meu pai falava enquanto olhava Nicole

- deixa eu ver – minha mãe caminhou ate ela e pegou-a

- pai não vais querer pegar neles?

- já sabes como sou, não gosto de pegar enquanto eles são bebes tenho medo que eles caiam

- pai deixa-te disso, e pega aqui no Rodrigo que ele quer o colo do vòvô, né filho? – beijei sua carinha delicada e passei para os braços do meu pai

- pega ela filha – minha mãe deu-me Nicole- e o Luan? – perguntou

- Deve estar a chegar, à pouco ligou-me a perguntar como estávamos e a dizer que ia só tomar banho e já vinha – informei

- ele conseguiu assistir até o fim? – meu pai troçava dele

- assistiu sim, até eu me admirei. Mas não o deixei ir mesmo para a beira do médico, preferi que ele ficasse do meu lado, confesso que tive medo que ele caísse, mas se segurou ali firme ahaha

- Bom dia, quem segurou firme amor? – Luan chegou e pegou nos dois pequenos beijando rostinho de cada um e seguiu até mim selando meus lábios

- você! O meu pai perguntou se te tinhas segurado até o fim e eu tava a dizer que sim

- segurei sim sogrão – cumprimentou meu pai – fiquei ali do lado da Íris até o fim – sorriu

- a Mariana? – perguntei pela minha irmã

- foi a casa de banho, deve tar …Olha ta vindo aí

- oieee manaa – sorri e corri até ela abraçando-a

- Oláaa, como estás? – esperou a minha resposta e logo caminhou até Luan que permanecia com Nicole e Rodrigo no colo

- Agora é minha vez, deixa-me pegar neles – Mariana dizia para Luan

- devagarinho eim?! – Luan resmungava

- Eu sei ta - ficavam se xingando um com o outro, aliás, como sempre foi – me dá um de cada vez por favor

- tabom pera aí – Luan tentava colocar um de cada vez devagarinho

Minha irmã segurou os dois por um bocado mas logo chegou o Rui, namorado dela, que quis pegar também. Rui pegou Rodrigo, deixando a Nicole com a minha irmã. Ficaram algum tempo ali, mas logo a hora de almoço havia chegado e com ela o fim do horário de visita. Todos foram prometendo voltar de tarde.
Acabei de almoçar e fui até o quarto onde permaneciam as minhas duas vidas dormindo. Chegava no quarto e vi alguém de costas mexendo em Rodrigo

- Que ta fazendo? Deixa meu filho aí por favor – gritava desesperada quando ele se virou – A…ndr..é?! – gaguejei- o que é que tas aqui a fazer? Deixa o meu filho por favor e sai daqui – tentava tirar Rodrigo do seu colo

- Eu disse que você teria uma surpresinha

- tabem, mas dá-me o menino

- calma linda – passou a sua mão sobre os meus cabelos – eu só estou a ver como eles são lindos ah?!

- São sim, mas para os veres não precisas pegar! – Consegui tirar o Rodrigo dos seus braços e coloquei-o no seu berço.

- Mas vem cá, pensavas que eu te ia deixar sozinha era? – agarrava-me

- vais parar? Olha que eu vou começar a gritar aqui – ameaçava-o

- uuuiii sabes que sempre amei quando ficas assim? – envolveu a minha cintura e puxou-me contra ele

- André para, porra! Já me estou a passar, eu vou começar a gritar aqui e eles vão te por lá fora à força

- grita…grita que eu quero ver – tentava se aproximar cada vez mais de mim

- Larga-me- tentei me soltar mas a sua força era bem maior que a minha

- Não te vou largar, vem cá – segurava brutamente os meus braços e aproximou-se de mim beijando-me

- largaaa-me – bati no seu tronco sem piadade quando da porta ouvi alguém entrando

- qué quê isso... Cara sai daqui ou quê levar na tromba – Luan chegou em cima de André todo alterado

- Na tromba vais apanhar tu se não saíres daqui, seu cantorzinho da treta

- Cantorzinho uma ova tas a ouvir André  – separei Luan e André, e puxando Luan para trás de mim  ia continuando - ele é a minha vida, ele é o meu homem, o meu mundo, caraças aprende de uma vez, já te disse que não gosto de ti para quê que te dás a esta humilhação? Vai-te embora daqui e deixa-nos em paz

- mas isso nunca, estás a ouvir Íris? Nunca!

- aaa má vai sair, se não for por bem vai ser por mal – Luan puxou-me da sua frente e correu até ao André puxando a sua camisola – vai saír a bem ou a mal? Escuta aqui, to te dando oportunidade de tu sair direitinho senão eu vou ser obrigado a meter minha mão na sua cara

- ahahaha – André ria irónico – Ouve tu aqui, Eu amo a Íris e se ela não for minha também não vai ser tua, estás-me a entender? – André apontava para Luan

- André para com isso, olha eu e ele estamos felizes demais, há imensas meninas por aí que te façam feliz, pára com isto – Sentii as lágrimas caírem pelo meu rosto

- Saaai daqui cara – Luan gritou

- Não saio!

- Aaaa vai sair sim – Luan correu em cima dele, pegou nos colarinhos de André – se põe fora daquiii! – gritou ainda mais fazendo os enfermeiros chegarem dentro do quarto, D.Marizete e Amarildo chegavam naquele momento ficando alterados também.

- EU NÃO VOU! A ÍRIS É MINHA – André gritou para Luan e conseguindo se soltar, caminhou até mim colocando um os seus braços em redor do meu pescoço e na outra mão segurou uma arma apontada para Luan

- Não faças isso por favor André- meu coração apertava, o medo de o perder fazia uma dor imensa crescer dentro do meu peito – Ele é tudo para mim, isso não por favor! Olha… eu vou contigo, Prometo! Mas por favor larga essa arma

- Não vai não – Luan com os olhos repletos de água também – quer me matar? Então vai.. força! – Luan abria os braços

- Olha que eu carrego – André segurando-me, fazia firmeza na arma

- vai!atira aí – Luan chorando afirmava

- Pára com isso Luan, deixa de ser tonto – sufocava

- Íris, eu te amo. Mas não conseguirei te ver do lado dele, prefiro assim

- Nãaaaaaoo! André leva-me contigo agora, mas por favor não lhe faças mal – doía ter de  o largar mas não custaria tanto quanto poder ve-lo caído no chão à minha frente

- Não ouve ela! – Luan gritava e respirando fundo continuou- atira em mim agora se é homem vai!

Vi André apontar a arma de uma maneira que antes não o tinha feito, senti o meu coração chorar de dor, ouvi o coração de André acelerar quando colocou o dedo sobre o gatilho e olhando fixamente a arma posta em direção a Luan, tudo em minha mente se apagou e conseguindo-me soltar de André corri para a frente de Luan, sentindo algo sobre meu peito. De repente todo o meu corpo deslizava sobre as mãos quentes de Luan, toda aquela luz que iluminava o quarto começava a se apagar , todo o barulho que se fazia ouvir no quarto se começava a silenciar…

#LuanOn:

Olhando fixamente os olhos de André, senti o meu corpo tremer e toda a minha vida passava sobre a minha mente mas nada seria mais importante que a vida das pessoas que amava e por isso mesmo, não poderia deixar que meus filhos ficassem sem a mãe que lhes faria mais falta que eu próprio.
Olhei os olhos de Íris que permaneciam repletos de água, e em forma de despedida fechei os meus esperando tudo acabar. Ouvi um estrondo e senti todo um peso sobre os meus braços, abri os olhos e quando olhei não queria acreditar que ela teria feito aquilo.

- NÃAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOO – caí de joelhos do lado dela – Íris, amor por favor não faz isso comigo – meu coração doía de tanta dor que sentia, beijei os seus lábios e peguei nela colocando-a sobre a cama – Amor da minha vida fala comigo por favor – soluçava

- Lu…ann

- môr, faala comigo por favor – chorava deitado sobre seu peito

- amm..ooor?!

- Luan, olha ela filho – ouvi a voz chorosa de minha mãe e observei a mão de Íris apertar a mão de minha mãe

- D.Marizete, Sr. Amarildo ... agradeço tudo que fizeram por mim, cada gesto cada palavra amiga, voces doram uns pais para mim ... obrigada mesmo! Posso pedir uma coisa pra voces? 

- Claro minha princesa -minha mãe respondeu chorando

- Ajuda o meu amor cuidar dos nossos pequeninos por favor e manda um beijo de saudade para Bruna e - Lágrimas sufocantes saíam dos olhos de Íris - e... fala pra meus pais e minha irmã que os amo e sempre amarei 

- Claro que falo minha linda - minha mãe beijou a Íris e de seguida meu pai puxou-a para fora do quarto deixando-me a penas eu e ela que cada vez ficava mais cansada

- Lu..an? – senti a sua mão sobre meus cabelos

- não fala, não se cansa amor –Selava os seus lábios – eu vou…eu vou chamar alguém…

- Mô… - ouvi sua respiração ficar mais alterada- mô me ouve por favor

- to te ouvindo minha vida

- Luan, cuida dos nossos filhos por favor – senti a sua mão apertar a minha com força – vive a tua vida, não deixes que nada acabe com o teu sonho – ouvi sua inspiração cada vez mais forte e nos seus olhos as lágrimas insistiam escorrer

- Não fala isso amor, meu sonho é você, nossos filhos – chorava junto com ela – Íris?! – chamava-a ao sentir a sua mão um pouco mais leve – Íris, fica comigo amooor, não vai eu te vivooo

- Luan… - senti seu suspiro forte – mô não esquece de falar para nossos bebes o quanto amo eles, o quanto eles significam para mim e …. – a sua voz tornava-se cada vez mais ofegante, o seu peito acelerava cada vez mais

- Não fala isso, a gente vai cria eles juntos – abraçava ela, não poderia ficar sem ela de jeito nenhum quando ela era tudo para mim

- minha vida … - chamava-me  e suspirando forte, segurou minha mão fazendo-me olhar nos seus olhos – Luan, Estarei contigo para todo… - fechava os olhos e soltando a minha mão suavemente – o sempre! - Senti a sua mão cair da minha, e seus olhos viraram fechando-se completamente.

- ÍRIIIIIIISSSSS – meu coração chamou – Amor volta para mim – pedia sobre seu peito- a gente tem tanta coisa pa realizar ainda – agarrava-me a ela- a gente ainda tem tanta viagem pra fazer, lembra do que você me falou um dia ? Volta meu bem, a gente ainda tem de passear por Portugal de mão dada, assim bem velhinho. Não faz isso comigo não amor – peguei em seu corpo deitando-o sobre meu colo e beijava seus lábios.

- Luan? – ouvi uma voz me chamando

- a gente tem isso pa te entregar que a Íris pediu ontem – Catarina, Vanessa e Cristiana chegavam na minha beira chorando sufocadas também, passando para minhas mãos uma caixinha por mim já conhecida mas Íris nunca deixava eu pegar – a gente tá indo com seus pais, a Nicole e o Rodrigo já tao no carro também, calma meu anjo, ela te amava e sempre te amará que eu sei, não fica assim não que ela não quer te ver assim – catarina limpou minhas lágrimas, beijou a face da Íris e depois de todas me abraçarem, saíram.

Deitei ela sobre a cama de novo e pegando na caixa abri- que é isso que você me deixou amor – falava com ela porém a resposta esperada não chegava- ao abrir a caixa reparei que existiam fotos de momentos em que estivemos juntos, o caderninho dela quando ainda não me conhecia, chaves de diários que também se encontravam lá dentro e bem no fundo uma carta enrolada. Segurei ela e abri


“ Provavelmente quando leres esta carta, já terá passado algum tempo desde o dia em que a escrevi, mas a intenção era essa mesmo, que a lesses quando eu não estivesse do teu lado para te poder explicar as minhas palavras, para que não me fizesses perguntas às quais eu não saberia responder…
Por tudo isto, quero te dizer que foste e sempre serás a pessoa mais importante da minha vida, que me ensinaste o que é amar alguém verdadeiramente, o que é sentir o corpo tremer perante a loucura de um amor ardente, o que é correr atrás de um sonho, o que é a alegria de ter alguém do meu lado em que possa partilhar as minhas maiores loucuras ou as minhas maiores desilusões. A ti, tenho de agradecer todos os momentos felizes da minha vida, a ti agradeço cada lágrima que me fez crescer,  cada sorriso que fez alegrar a minha vida, a ti tenho de agradecer estes feijõezinhos lindos que carrego em meu ventre, a ti tenho agradecer a felicidade que se tornou a minha vida!
Hoje te escrevo esta carta, com a sensação de que algo irá mudar nossas vidas, não me perguntes o porque mas algo me diz que o devo fazer.Um dia ouvi um pequeno poema que pensei nunca dize-lo ou escreve-lo a alguém, mas desde aquele primeiro dia em que nos vimos lá no camarim, lembra? Desde o dia em que olhei os teu olhos profundamente, desde o dia em que o teu sorriso encantador iluminou toda a minha alma, a certeza de que o iria declamar para ti tornou-se cada vez mais certa. Não sei se conseguirei chegar à ocasião especial que queria proferi-to, por isso deixo-te aqui escrito para que um dia se eu não poder dizer-to tu o leias e te lembres para sempre deste amor que trago comigo!

“Amo-te como o doer das velhas penas,
Com sorrisos, com lágrimas de prece
E a Fé da minha infância ingénua e forte.
Amo-te até nas coisas mais pequenas
Por toda a vida e se Deus, assim o quisesse
Ainda mais te amarei…depois da morte!”

 Por tudo isto te peço que mantenhas esse teu sorriso que alegra milhões de pessoas, que mantenhas essa humildade e simpatia que te caracteriza, que mantenhas o olhar encantador que me fez apaixonar por ti, quero que nunca te esqueças que independentemente de tudo o que possa a acontecer ou da distância que nos possa separar, Eu Estarei Contigo Para Todo o Sempre!
Lembra-te que “ a gente não precisa ta colado pra ta junto, porque aonde quer que eu vá você está em tudo o que eu preciso
 Te Vivo meu amor, infinitos beijos,

Íris Cunha "





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Capitulo Cinquenta!

Agarrada ao seu pescoço e respirando fundo, deixei que Luan me carregasse até ao carro que nos iria levar até ao hospital mais próximo. Chegamos lá e já uma montanha de repórteres encontravam-se na frente da porta de entrada, não sabíamos como mas eles já sabiam que nós iriamos até lá. Luan saíu do carro correndo e pegou em mim no colo caminhando até à entrada, vários jornalistas se aproximavam fazendo imensas perguntas às quais Luan apenas referia que aquela não seria a hora para responder a nada. Comigo no colo andou rapidamente pelo hospital até que chega nas urgências e a enfermeira vem ter connosco, sentando-me numa cadeira de rodas e me levando até à sala de partos.

Deitou-me sobre uma cama, e enquanto esperava alguma dilatação que me faltava, a enfermeira me deu a epidural. Senti o meu corpo gelar mais que o normal, senti a minha mão começar a largar a de Luan, e tudo que me rodeava agora parecia girar em meu redor.

- Amoooor?! – Ouvia Luan bem longe perguntando – Íriiis, muiê de Deus olha pra mim, abre o olho – Cada vez a voz de Luan parecia estar mais longe até que deixei de o ouvir por completo.

# LuanOn

Sentia a sua mão soltar a minha ao mesmo tempo que a cor dela parecia desaparecer, tentei chamar algumas vezes porém a resposta era nenhuma, olhava as máquina que estavam de volta dela e só conseguia ouvir barulhos esquisitos. Soltei-a e corri chamar a enfermeira que andava por lá

- Srª enfermeira, vem cá por amor de deus, ela se apagou – puxava a senhora

- tenha calma papá, a gente ta indo já – falava enquanto parecia querer se soltar

- não pode! Vamo lá por favor – corri desesperado, puxando-a

- vamo lá

Chegamos no quarto e a enfermeira correu até ela pouco depois de olhar as máquinas – ainda vem que me veio chamar papai- falou nervosa mexendo em todos os negócio que estavam ligados a ela

- Mas que tem ela? – falei na maior aflição. Sentia todo o meu corpo tremer de nervosismo ao mesmo tempo que a ansiedade insistia em tomar conta de mim. 

- Dose demais da epidural – afirmou a enfermeira – mas se mantenha calmo que a gente ta tratando disso já – proferia enquanto aumentava toda uma dosagem de soro.

- Mas como isso aconteceu? Por favor, ela nem reage – Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto
- Mantenha-se calmo Sr. Luan, a gente ta a tratar dela, logo logo ela volta. Vou ali chamar o doutor, só um momento – saiu.

- dosagem demais, como pode? – perguntava para mim mesmo enquanto pegava na sua mão– amor, volta por amor de deus… e vocês meus filhos como se tarão sentindo – passei minha mão sobre a barriga enorme e a minha cabeça coloquei por cima da mesma na esperança de conseguir ouvir qualquer movimento

- então, reagiu ela? – perguntava o médico que acabara de entrar no quarto

- não, por favor doutor ela é tudo na minha vida, não deixa ela ….- não consegui acabar a frase, meu coração não aguentou toda aquela situação e senti ele desabafar fazendo tudo o que guardava dentro se soltar.

- Vá… papai, se senta aqui e vamo esperar. Acabei de dar essa injecção aqui nela, logo logo ela vai voltar. Já está tudo bem não se preocupa tá? – O médico bateu em meu ombro e saiu

A cada passo que dava, a enfermeira vinha no quarto examinava a Íris questionando se tava preparado para  dentro de poucos minutos ver os meus nénéns, mas o facto era que nada se alterava no estado de Íris.  Baixado no cadeirão, ouvi chamar meu nome.

- Luan?! Amor?!

Levantei da cadeira de forma tão rápida que deixei ela cair, corri até ela e agarrando sua mão senti os seus dedos entrelaçarem os meus com alguma força – vida, como cê ta? – perguntei de olhos brilhantes

- Com um pouco de dor amor, que se passa? Tas com cara de choro – me perguntou

- nada não amor, já passou depois te conto – sorri e beijei sua testa

- Luan chama enfermeira por favor – me pediu enquanto na minha mão senti um aperto mais forte

- que passa? – perguntei preocupado

- aaaaaiiii, amor to com vontade para puxar, vai lá

- ta, tabom tou indo – corria até ao corredor e chamei a enfermeira

Chegando ao quarto, logo após da enfermeira a observar, ela  foi chamar toda uma equipa de médicos. Tudo naquele momento parecia andar na correria.

- Papai, você vai querer assistir? – perguntou-me enfermeira

- Claro uè! – afirmei sem hesitar

- mas fica aqui comigo por favor amor – Íris puxou a minha mão mantendo-me do lado dela

- Fico claro vida – sorri para ela que se encontrava completamente invadida de dor

- Pronta mamãe, vamo lá fazer um esforcinho – o médico falou

- segura minha mão com força amor – Disse-lhe com a emoção ao de cima

#LuanOff

Segura na mão do Luan, fazia força que nem eu mesma sabia onde a iria buscar. Sentia-me completamente de rastos mas a alegria de poder por no mundo as minhas duas vidas, me dava força para que continuasse. Ouvi o médico afirmar que mais um esforço e um deles estaria cá fora, senti Luan largar um pouco a minha mão o que me fez o olhar e ele estava completamente entusiasmado para poder ver a saída de um dos nossos filhotes, mas após a recomendação do médico, logo o vi baixar-se sobre a minha cabeça beijando a minha testa e agarrando forçosamente a minha mão, disse no meu ouvido

- Vai amor, aperta com força, porque estou aqui do teu lado para te ajudar nesse momento tão difícil mas tão feliz das nossas vidas.

Ao escutar suas palavras tão lindas, segurei a sua mão com toda a minha força e de uma vez dei um puxão que fez o Rodrigo chorar. Senti o beijo de Luan e logo correu até o enfermeiro que o havia chamado para cortar o elo de ligação entre mim e o meu filho. Luan trouxe Rodrigo até os meus braços e depois de o beijar, O enfermeiro veio busca-lo para que fosse limpo. Luan observava todos os passos do enfermeiro, mas não saiu da minha beira.

- Vamo à princesinha agora mamãe? – médico perguntava-me – Bora lá só mais um cadinho porque ela desceu com a saída do irmão, falta pouquinho vai

Ouvi o médico e tentei puxar várias vezes porém a força que ainda tinha não eram suficientes para a saída da minha outra vida. Senti as lágrimas caírem ainda mais que as que já haviam caído e afirmando a Luan que não conseguiria, senti mais uma vez a sua energia me dando a força que precisava para fazer a nossa filha nascer. Escutando o seu choro caí sobre o travesseiro completamente sem força, mais um beijo de Luan chegava e com ele a nossa menina

- Olha amor, a nossa princesinha tão linda- de olhos cheios de lágrimas, Luan sorria de uma forma jamais vista – vai na mamãe vai fia- colocou a Nicole sobre meus braços. Beijei a minha filha e enquanto o médico ainda esperava a expulsão da placenta, Luan trouxe nossos dois bebes. - Amor olha eles que lindos, acho que eles tão querendo a mamãe – passou para os meus braços as nossas vidinhas e envolvendo o meus ombros deitou a sua cabeça sobre a minha e pediu a uma enfermeira que estava por perto para tirar uma foto.

Senti os lábios de Luan tocarem os meus e pouco depois de enfermeira buscar nossos bebés, o médico dá o parto por terminado e a enfermeira encaminha-me até um quarto onde eu iria ficar pelo menos durante 48 horas. Cheguei no quarto e Luan já se encontrava ao lado dos bercinhos dos nossos pequeninos.

- Obrigada por me dares este presente tão lindo meu amor – disse-lhe observando a beleza de cada um dos nossos pequenos

- Obrigada você minha vida – envolveu a minha cintura e beijou-me – oia amor, oia a Nicolinha com a mãozinha no ar – apontou sorrindo de orelha a orelha – o Rodrigao ta dormindo já – gargalhou

- Ta saindo ao pai já – botei a língua de fora em direção a Luan – São tao lindos os nossos pequeninos - sorri olhando cada um deles e apertando suas mãozinhas

- mô deita aqui e descansa um pouquinho vai – Luan abria o cobertor da cama

- Vou descansar sim, e você? Amor tu também estás de rastos, vai descansar um pouco estiveste a noite inteira aqui acordado, precisas descansar, nós ficamos bem – sorri em sua direção

- ficam mesmo? – perguntava

- Claro que sim, vai dome um pouquinho e voltas depois, estaremos aqui te esperando minha vida – sorri para ele e beijei sua mão

- Atao daqui pouquinho to aqui minha muiê linda – beijou minha boca e beijou cada um dos nossos pequeninos, saindo por fim.

Após a saída de Luan, senti os meus olhos fecharem sem que eu mesma conseguisse contrariar sua vontade.
Descansava quando acordo com o choro de Nicole. Logo vem a enfermeira ajudar-me pois estaria na hora de ela mamar – acho que a menina ta com fome – falou a enfermeira com a menina nos braços – vamo lá mamã?
- Com certeza – abri os braços para que a enfermeira me a colocasse – ta com fome filha? Mãezinha vai dar pra você, vem ca vem, meu amor – falava para Nicole com o meu maior sorriso

- Esse menino aqui só dorme eim?! – gargalhava a enfermeira observando Rodrigo dormir

- acho que saíu ao pai, adora dormir ahahah

- falando de mim na minhas costa? – Luan vinha entrando pelo quarto

- tava sim anjo – sorri – enfermeira tava dizendo que o Principezinho so dormia e eu tava a dizer que saía a ti
- té parece – resmungou beijando minha face – awwwnn cheguei hora certa, vai amamentar nossos bebezitos? – falou enquanto sentou na cama

- vou amor, primeira vez né

- então quero ver ué – cruzou os braços e ficou me olhando – nossa como é linda essa imagem – falava causando em mim um sorriso um pouco constrangedor – que foi? – perguntou-me

- nada amor, fiquei só um pouco envergonhada, tu fica aí paralisado olhando pa mim

- não pode?

- Claro que pode amor, deixa pra lá, foi só um xlique que me deu. Amo te ver aqui na minha beira – sorri

- Eu que amo tar do teu lado minha vida – com as mãos sobre a cama, aproximou-se de mim selando os meus lábios e beijando a carinha da pequena Nicole

- Sabe o que é melhor de tudo? – Luan falou quando viu que eu preparava Nicole para arrotar

- O que?

- é que tem o rei ainda pa eu ficar olhando aqui – Luan vinha com Rodrigo nos braços para que fosse alimentado também – vai à mamãe vai filho – me passou o Rodrigo

- é ne? Pior vai ser quando os dois chorarem, já imaginaste amor? Acho que vamos andar atarefados por casa ahhahaha

- awn amor, são tão sossegadinhos – Luan falou completamente deliciado pela beleza que tinha nos seus braços, Nicole!

- Por acaso nem têm chorado, mas será que vao ser sempre assim sossegadinhos?

- Vão ué, eles têm aprendido direitinho com o pai né meus amores? – roçou seu nariz no pequenino de Nicole e deu um cheirinho em Rodrigo que ainda permanecia sugando meu peito.

- ahahahaha claro! Acho que saírem ao pai vou estar é sempre com o coração nas mãos, vão ser é os maiores traquinas

- eu sou sossegadinho ta unf – fez biquinho – amor acho que a Nicole já ta mimindo

- vai colocar ela no berçinho então amor

- tá vou la sim – levantou-se e ao tentar colocar no berço reparou que Nicole estava com a cabecinha deitada no braço contrário ao que era suposto estar para ficar direitinha no berço – amor acho melhor vira esse negócio aqui, eu não to conseguindo colocar a Nicolinha pa mimir aqui dentro – mexia nos cobertores

- amor muda-a para o outro braço, é mais fácil

- mas… - tentava muda-la de braço – mas fica meio difícil, tenho medo de deixar ela caír

- com calma consegues amor, vai não tenhas medo. Olha só a cabecinha para não deixares caír para trás – informava-o

- calma fia, isso vai dar certo eim?! Opa… cabeçiha aqui direitinha agr é só colocar … aqui – devagarinho e carinhosamente Luan colocava Nicole sobre o berçinho

- Vês? Afinal foi bem fácil – pisquei o olho – que foi meu bebezinho? – segurava Rodrigo nos braços que começava chorar

- ele que vir no colinho do papai ué – Luan pegava delicadamente em Rodrigo – meus pais tão vindo aqui vida – informou-me

- tava com saudades deles já – afirmei – e a tua mana?

- Não sei, ela tinha ido com o Lucas não sei se vem agora ou mais tarde

- tabom

- Seus pais chegam amanha de manha – disse-me

- Sério? Ai queria tanto que a minha mãe tivesse tado aqui nesta hora, sempre lhe disse que ela estaria bem ao meu lado quando a hora chegasse, mas infelizmente não consegui aguentar ate ela chegar

- Não fica assim, amanha ela estará aqui e te vai ajudar muito tenho certeza

- Eu sei...Posso te pedir uma coisa?

- Claro ué – embalava Rodrigo

- Será que eles podem ficar aqui um pouquinho mais em nossa casa? Cê se importa?

- Claro que não amor, eu já tinha pensado nisso mermo. Eu tinha até falado com minha mãe pa eles ficarem por lá, porque na nossa casa não tem quarto sobrando e lá na casa dos meus pais sempre tem né?

- Obrigado meu anjo, te adoro sabias?

- Sabia – botou língua de fora – Te vivo

Os minutos se passaram e logo D.Marizete e Sr.Amarildo tinham chegado. Cada um pegou logo num dos pequeninos ficando completamente deliciados o que em mim provocava uma felicidade enorme. Senti o braço de Luan por cima dos meus ombros e ao meu lado sentou-se. Sr. Amarildo com Nicole e D.Marizete com Rodrigo ambos ficavam falando se lembrando de quando Luan era ainda daquele tamanhinho. Ficaram algum tempo conversando, vendo eu amamentar de novo os meus pequeninos, beijando, mimando muito eles. Bruna chega pouco tempo antes de a hora de visita acabar devido ao atraso enorme que o transito a fez passar. Hora terminada, todos saem e apenas Luan fica no quarto.

- Tenho de ir amor, mas amanha cedinho to de volta sim?! – debruçou-se sobre a cama e beijou a minha testa
- descansa bem meu anjo – senti o meu coração apertar como forma de um sinal que eu mesma não saberia interpretar e uma lágrima surgiu

- que passa? – perguntou limpando a lágrima

- nada amor, vai lá dorme bem sim?! Amo-te nunca te esqueças disso.- Luan olhou nos meus olhos e colou seus lábios nos meus de forma suave mas tão apaixonada.

- Te vivo, minha vida – selou de novo meus lábios e seguiu cobrindo e se despedindo de Nicole e Rodrigo

- eu também te vivo – vendo ele ir embora  atirei um beijo no ar, o qual ele apanha com a mão e a coloca sobre seu peito

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"Acaba de nascer uma luz; Uma luz de novos planos, de novos momentos. Essa luz está cheia de encantos, cheia de magias, cheia de vida! Esta luz é o fruto de dois corações É o mais novo ser do mundo, um ser lindo tão pequeno Anjinho que veio para ensinar o que é amor, Anjinho que veio para amar e ser amado, Anjinho cheio de glória, cheio de Benção. A partir de agora esse Anjinho vai aprender como saber viver no amor, aprender os passos para chegar até à Felicidade!"